Porque os Comissários não penalizaram Lance Stroll? É uma questão que muita gente está a colocar neste momento, mas a resposta veio de Michael Masi, o novo Diretor de Corrida da F1, o ‘herdeiro’ de Charlie Whiting. A resposta tem duas palavras: “Deixem-nos correr”
Todos sabemos que Lance Stroll evitou uma penalização na sequência do seu incidente com Daniel Ricciardo no Grande Prémio da Estíria, porque os Comissários Desportivos chegaram à conclusão que nenhum dos pilotos foi totalmente responsável pelo incidente.
No nosso entendimento, isso é algo estranho, já que o que sabemos é que Lance Stroll chegou à zona de travagem a umas boas dezenas de metros do Renault, adiou muito a travagem, saiu (naturalmente) em frente, ‘tapou’ o australiano, e reentrou em pista primeiro que este. Uma posição claramente ganha, não por ter tocado no seu adversário, mas por se ter posto na sua frente, impedindo-o de prosseguir normalmente no que seria a trajetória normal. Mas pelos vistos, uma manobra destas entronca na nova política da F1: “Deixem-nos correr”…
Foi o próprio Diretor da corrida da FIA, Michael Masi, que explicou: “A opinião dos Comissários foi que nenhum dos pilotos era predominantemente o culpado pelo incidente. O regulamento diz que um piloto tem de ser total ou predominantemente culpado e, na opinião dos Comissários, nenhum dos pilotos foi predominantemente culpado, pelo que não havendo violação dos regulamentos, não foi necessária qualquer outra ação”. É uma forma de ver as coisas. O problema é a coerência. Há vários exemplos disso no passado recente.
É verdade que existiu um apelo generalizado pelo “deixem-nos correr”, e esse nunca será o problema… se houver coerência.
Recorde-se que esta política surgiu depois de Sebastian Vettel ter perdido uma potencial vitória no Grande Prémio do Canadá de 2019, depois de ter sido penalizado cinco segundos por voltar à pista de forma insegura.
Numa recente entrevista ao site oficial da F1, Michael Masi revelou que o ano passado pediu aos pilotos, chefes de equipa para analisarem de forma anónima uma série de incidentes semelhantes e que os resultados foram mistos, a balança não ‘caiu’ predominantemente para um lado: “O resultado foi uma visão mista, provavelmente tal como o público”.
Por aqui se percebe que este é um tema difícil, tem a ver com o pensamento dos Comissários Desportivos, que, tal como os árbitros nos desportos coletivos, não são sempre os mesmos e por isso têm visões diferentes sobre o mesmo problema e por isso a questão vai voltar a colocar-se, pois quando para uns não há “culpa predominante”, outros podem ver essa “culpa predominante”. O ser humano é mesmo assim, somos todos diferentes, sentimos e pensamos de formas diferente, quando é difícil que as regras sejam totalmente claras e permitam… interpretações.
Se calhar a Fórmula 1 também precisa de um VAR, que como bem sabemos, diminuiu, mas não resolveu os problemas na futebol…
Por isso o que se conclui aqui é que vai sempre haver interpretações distintas do mesmo problema. E foi isso que aconteceu.
Até pode haver novo incidente, com os mesmos protagonistas e o desfecho ser o oposto…












É preciso é comissários com bom senso e não simpatizantes do estilo kamikaze.
Foi ridículo este lance. Um mergulho suicída e não levou penalização. Só não houve embate por mérito do Ricciardo que evitou.
Se houvesse uma escapatória de gravilha nesse local, provavelmente não iríamos assistir a estas ultrapassagens suicidas.
Fosse o Vettel, o Grosjean, ou o Magnussen…teriam sido logo punidos…e ainda víamos a imprensa a fazer propaganda contra os mesmo. Como foi com um Piloto da Mercedes B, quer dizer Racing Point…não se passa nada.
Pois é pá… Se tivesse sido o Verstappen a fazer isto a um Ferrari era logo penalizado… Ai espera… lol
Com essa manobra não te indignaste tu… O teu problema é ser uma equipa com motor Mercedes.
É que nem obrigaram o Stroll a devolver a posição….
Acho engraçado que haja tanta gente indignada com o empurrão de Stroll a Ricciardo, obrigando este a ir por fora e assim perder a posição. Mas em 2019 aplaudiram o “incidente de corrida” que deu a vitória a Verstappen. Quando empurrou Leclerc para fora. Usaram a mesma bitola e até foi no mesmo local e na última volta. Agora já dizem que devia ter havido penalização? Então tá…