Depois de confirmada a saída de Mattia Binotto ao leme da Ferrari, a equipa procura de um novo chefe de equipa “deverá ser finalizado até ao ano novo”, como se lê no comunicado dos italianos. Quanto ao engenheiro italiano nascido na Suíça, depois de 28 anos dentro da estrutura da Ferrari, tem de cumprir licença, a ‘gardening leave’, até vir a ocupar qualquer outro cargo na Fórmula 1. E há muitos interessados pelos serviços de Binotto, não fosse ele um dos homens que mais sabe sobre a equipa italiana.
Também são vários os nomes já avançados para poder ocupar o lugar de Binotto, começando pelos líderes das equipas adversárias, Frédéric Vasseur e Christian Horner. Vasseur pode ser uma opção válida e segundo a imprensa italiana, entre uma primeira abordagem da Ferrari a Andreas Seidl, Gerhard Berger e Franz Tost. É sabido que os responsáveis da Volkswagen, proprietários da Audi que vão comprar a maioria das ações da Sauber e entrar na Fórmula 1 em 2026, gostariam de um líder da equipa da sua confiança, como tal, Vasseur pode estar de saída, até porque o seu contrato termina em 2024. O nome de Horner apareceu ligado ao processo, mas parece muito mais complicado. Depois de construir uma equipa de topo como é a Red Bull, vencendo 5 títulos mundiais de construtores, Horner estaria interessado em passar a ser responsável de uma equipa em que os líderes duram muito pouco? E a Red Bull deixaria partir um dos seus maiores ativos para uma equipa adversária direta? Não nos parece.
A solução pode passar por um homem da casa, como aconteceu com Mattia Binotto. Aí, para além do CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, que ficará à frente do processo de escolha do chefe de equipa e que parece ser uma opção pouco plausível dada a falta de experiência, existe Antonello Coletta, que lidera a operação Sport e GT da Ferrari e cujo foco tem sido o projeto Ferrari 499P Le Mans Hypercar, atualmente em fase final de preparação antes da sua estreia competitiva em 2023. Dentro da estrutura da Ferrari, Coletta parece ser o homem em melhor posição para suceder a Mattia Binotto.
O futuro de Binotto pode passar por uma equipa de Fórmula 1 ou mesmo tomar as rédeas da disciplina, trabalhando novamente com Stefano Domenicali, isto se, de facto, não se reformar da alta roda competitiva. Existe a possibilidade da Audi preferir Binotto para o seu projeto na Fórmula 1, onde querem vencer, ou trabalhar para uma das equipas adversárias da Ferrari e ficar à frente do projeto de unidades motrizes da Red Bull, a maior aposta da equipa austríaca na disciplina nos últimos anos. Binotto pode vir a ser convidado para substituir Ross Brawn – que sugeriu reformar-se de vez, depois de ver o seu nome também associado à Ferrari – como responsável desportivo da Fórmula 1.
Estes são todos cenários possíveis, tanto para a Ferrari como para Binotto. No entanto, no mundo da Fórmula 1 as surpresas podem acontecer, e como temos visto ultimamente com escolhas de pilotos, nada é impossível e desde que se pague, todas as opções são viáveis.









