É uma das grandes notícias desta semana. Eduardo Freitas vai ser um dos novos diretores de corrida da Fórmula 1, assumindo a batuta no topo do automobilismo. Para Filipe Albuquerque são excelentes notícias para a F1 e o piloto de Coimbra não poupou nos elogios a Freitas:
“Para a F1 a entrada do Eduardo Freitas é ótima. Olhando para os diretores de corrida nas provas de maior gabarito, o WEC tem destaque pela exigência das provas e pela quantidade de estrelas inseridas na competição. O Eduardo está habituado a lidar com grandes pilotos e está mais que preparado para o desafio. Ele é visto como uma pessoa séria e inquebrável. Quando ele toma uma decisão não muda de ideias, é muito assertivo e raramente falha. Não me lembro de um erro da sua parte e isso é fantástico. É uma pessoa trabalhadora, profissional e acima de tudo não se deixa influenciar por grandes nomes ou por fatores exteriores. Vai ser bom para a F1 e para quando ele tiver de tomar decisões e enfrentar algumas prima-donas, que poderão cair na tentação de falar com o diretor pensando que é alguém inferior, ele não se vai intimidar. Eu tenho a certeza que se for necessário, ele os vai meter na linha na primeira corrida, no primeiro contacto. Espero que ele não perca isso pois é isso que o define e tenho a certeza que ele vai se dar bem.”
Albuquerque já sentiu na pele a assertividade de Freitas e relembrou o episódio. No entanto sabe distinguir os comportamentos dos pilotos:
“Lembro-me numa fase inicial de lhe fazer uma pergunta num briefing e não sei se ele quis fazer de mim um exemplo, mas ele foi muito duro na resposta, a colocar-me na posição certa. Ele segue as regras, mas tem em conta o tipo de piloto que tem pela frente. Se for um piloto que respeita as regras, que não é maldoso e que olha para o bem do desporto em primeiro lugar, será penalizado de uma forma. Se for um piloto que está constantemente para além das regras, a penalização poderá ser diferente para aprender de uma vez por todas. Eu mandei-lhe uma mensagem a dar os Parabéns pois é um passo importante na sua carreira. Acho que é a única coisa que lhe falta fazer como diretor de prova. Eu sempre fiz Le Mans com ele e há aspetos sensíveis nessa prova e é muito importante tê-lo lá. É muito importante para nós manter o diretor de prova que sabe exatamente o que está a fazer quer em Le Mans quer no WEC. Há muito investimento nestas corridas e por vezes uma decisão errada num Safety Car pode influenciar uma corrida. “













