A FIA anunciou uma revisão significativa das pontuações de superlicença atribuídas aos pilotos da IndyCar, a partir da temporada de 2026. Esta mudança responde a críticas de longa data de que a federação internacional subestimava o nível competitivo da série norte-americana de monolugares.
Anteriormente, apenas o campeão de IndyCar recebia os 40 pontos necessários para obter a superlicença, enquanto o segundo colocado ganhava 30 pontos. Os restantes finalistas (terceiro a décimo) recebiam entre 20 e 1 ponto apenas.
A nova alocação, aprovada pelo Conselho Mundial de Desporto Automóvel da FIA, passou para 40 – 30 – 25 – 20 – 15 -10 – 8 – 6 – 3 – 1 para os dez primeiros classificados. Isto significa que pilotos em posições entre terceiro e nono recebem significativamente mais pontos do que anteriormente.
Justificação da mudança
Para obter a superlicença de Fórmula 1, os pilotos precisam de acumular 40 pontos num período de três anos. Em 2025, a FIA distribuiu 201 pontos aos dez melhores da Fórmula 2, enquanto a IndyCar recebia apenas 124 pontos — menos até do que a Fórmula 3, que distribuía 128 pontos.
A FIA reconheceu formalmente “a crescente importância da categoria” ao fazer estas alterações. A mudança beneficia especialmente pilotos como Colton Herta, que terminou segundo em IndyCar mas teve dificuldade em acumular pontos suficientes para superlicença, sendo forçado a transitar para a Fórmula 2 em 2026.
Impacto e reações
Tony Kanaan, principal da Arrow McLaren, declarou que era “notícia positiva para IndyCar” e que “um piloto de IndyCar não deveria ter de transitar para uma série júnior para demonstrar capacidade de competir”.
Com base nas últimas três épocas de IndyCar, os únicos pilotos elegíveis seriam Alex Palou (120 pontos com três títulos consecutivos), Scott Dixon (56 pontos), Pato O’Ward (48 pontos) e Scott McLaughlin (41 pontos). Esta revisão reflete o crescimento de Fórmula 1 nos EUA, com três corridas planeadas e a entrada da Cadillac como 11ª equipa em 2026.
FOTO IndyCar












