FIA gostava de mandar sozinha na F1, pois….
Jean Todt, Presidente da FIA, entende que a governação da Fórmula 1 deveria estar sob total controlo da federação. Foi isto que Todt revelou no encontro que teve com a imprensa no Bahrein, mas como se sabe, trata-se apenas duma vontade, pois há muito que não é assim, e pelo menos até ao final do atual Pacto da Concórdia (que já não é bem a mesma coisa que era no passado, agora as equipas têm acordos diretos com a FOM e não globais), nada vai mudar. E em 2020, duvida-se que muita coisa mude.
O que Jean Todt disse no Bahrein trata-se apenas duma vontade que dificilmente se poderá tornar realidade, pois se é verdade que parece lógico ser uma federação que ‘trata’, põe e dispõe do ‘seu’ desporto, a Fórmula 1 é há muito um complexo negócio, pois, como se sabe envolve muito dinheiro. Aqui, fazemos um parêntesis para o convidar a ler o artigo “Os milhões da F1” CLIQUE AQUI
que lhe permitirá perceber um pouco melhor como funciona toda a estrutura da F1. No Bahrein, Todt disse ser lógico a FIA deter todo o poder, mas logo lembrou que há muito não é assim: “Foi o que herdei, é como é! Existe uma forma de governação e eu respeito-a. A governação não é boa, mas é a que existe há décadas. Só em 2020 se pode fazer alguma coisa, até lá não, a não ser que as equipas, a FOM e a FIA decidam mudar. Então poderia ser já amanhã” disse Todt.
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Speedway
4 Abril, 2016 at 19:38
A FIA devia era deixar de mandar na F1. Acho que nem devia ter nada a ver com corridas. Uma instituição vetusta, que remonta aos inícios do século passado, baseada numa coisa chamada Automóveis Clubes do país A, B etc, quanto o automóvel era um objecto elitista de muito abastados, quanto a mim já não tem razão de continuar a existir nos tempos modernos. As corridas de automóveis não precisam de nenhuma Federação ou coisa parecida. As corridas deviam ser como na América. Os participantes organizam-se entre eles, estabelecem as regras e fazem as provas e os campeonatos. As corridas são geridas por quem as faz. Na minha opinião esta devia ser a solução ideal. Mas na velha Europa esta mentalidade não colhe muito. Para mim era a solução ideal para todos os problemas.
Gambuzino
5 Abril, 2016 at 14:59
Ora se queria… Esta brincadeirinha com a qualificação já irrita. Um sistema perfeito até ao ano passado que embirraram em alterar e agora teimam em não voltar atrás. Eu até achava que o sistema que tivemos em melbourne e no bahrein poderia ser interessante, mas logo na austrália percebi que era um flop. Ok, tentaram e falhou… Voltem ao início, onde estava tudo bem. Vi uma entrevista com o Tio Bernie até me deu vómitos só de o ver! 😐 Que idiota condescendente!
anotheruser
5 Abril, 2016 at 21:52
A FIA gostava de mandar sozinha e talvez essa seja a única solução.
Se é uma boa solução?
Há algum desporto motorizado gerido só pela FIA que esteja tão mau ou pior que a F1?
Talvez seja a melhor solução: acabavam-se estas novelas de ir ao grupo estratégico e depois ir à comissão e depois falta isto e é preciso mais aquilo. Depois andam a contar votos entre eles, e a tentar perceber e empatar a proposta da equipa do lado (porque se a fez é porque lhe trará vantagem e se lhe trouxer vantagem é porque me vai prejudicar) e depois acabou o prazo e passa a ser por unanimidade, mas depois alguma equipa se lembra que quer mais qualquer coisa, e depois aparece um veto da Ferrari e ….. uma queixa na União Europeia e o dinheiro não é igual para todos, mas o dinheiro é que manda, e uns são mais filhos do que outros e outros são meros filhos da…da mesma que mãe que o Bernie.
Que saco de gatos – os sucessivos sete “pactos concórdia”- se criou para sanar guerras e guerrilhas.
Melhor fez a BMW: mandou-os todos à m*rda e saltou fora da F1.
Lá dizia Tácito: “Uma má paz é ainda pior que uma guerra”