António Félix da Costa acredita que a Fórmula 1 está a cometer um erro ao perseguir a ideia dos cockpits fechados como uma medida de segurança para os monolugares. A competição prepara-se para dar um primeiro passo nesse sentido a partir de 2017, com a introdução de uma estrutura que tem como objetivo evitar que os pilotos sofram colisões na cabeça, o resultado de conversações entre as equipas e a Associação de Pilotos de Fórmula 1. Mas o português acredita que, enquanto piloto, o desporto motorizado tem de ter sempre uma componente de perigo.
“É ótimo que tudo seja muito mais seguro hoje. Quase não existem mortes e isso é um grande passo. Mas como piloto penso que tem de existir sempre um elemento de perigo. Sei que pode não ser correto dizê-lo, mas as corridas de monolugares são muito perigosas e é por isso que temos apenas 20 pilotos numa categoria, ao invés de 100 000. E temos que mantê-las desta forma”.
Félix da Costa disse ainda que, caso o sistema vá avante, as outras categorias de fórmulas abertas irão acabar por seguir o exemplo da Fórmula 1. “A Fórmula 1 serve de modelo para os outros campeonatos. Tudo o que a F1 fizer em três, quatro ou cinco anos será introduzido nas outras competições de monolugares. Os cockpits fechados são mais seguros? Sim. Mas há quantos anos é que a Fórmula 1 tem carros abertos? Gostaria de ter vivido nos anos 80 oun 90. Tudo era mais simples, não havia muita política. Havia um piloto, um carro e seguíamos em frente”.
Lucas di Grassi, por outro lado, que correu pela Virgin em 2010, acredita que os cockpits fechados seriam uma solução positiva. “Idealmente seriam tão fechados como acontece nos protótipos de endurance. É a melhor solução para a aerodinâmica e a segurança dos pilotos”.











