Valtteri Bottas deu início a um novo período da sua carreira tendo ao seu lado um companheiro de equipa estreante e que teve de ultrapassar as barreiras normais de um rookie, além de ter de demonstrar que não tinha conseguido o seu lugar na Fórmula 1 apenas pelo chorudo patrocínio que trouxe para a Alfa Romeo. Zhou Guanyu tinha anteriormente afirmado que os primeiros pontos conquistados na época, no Grande Prémio do Bahrein, tiraram uma forte pressão de cima dos seus ombros. Bottas viu mais do que isso, e semelhante ao que referiu o agora ex-chefe de equipa Frédéric Vasseur, ficou impressionado com a capacidade do piloto chinês não cometer muitos erros, que seriam normais na sua primeira época.
“A sua mais-valia este ano foi não ter realmente cometido nenhum erro”, disse Bottas, citado pelo Motorsport.com. “Não é garantido como principiante, e é um desporto onde é fácil arriscar demasiado e cometer erros parvos, mas deu bem conta de si próprio, com algum tempo para se desenvolver e não querer as coisas demasiado depressa. Ele tem sido capaz de progredir passo a passo, tanto em ritmo de qualificação como em ritmo de corrida”.
Garantindo que existiu um bom relacionamento entre os dois, Bottas salientou que os “conhecimentos técnicos” de Zhou estão “cada vez melhores, está mais confiante na escolha da sua configuração. Tem sido bom ver o progresso”.
Vasseur, antes de trocar a equipa suíça pelo leme da Scuderia Ferrari tinha afirmado que não foi por acaso que Zhou manteve o seu lugar para 2023, que houve muito trabalho do piloto para continuar na Fórmula 1.











