Zhou Guanyu, o primeiro piloto chinês na Fórmula 1, explicou que se deparou com racismo e falta de apoio quando iniciou a carreira no mundial da FIA em 2022.
Em declaraçãos à publicação The Race, Zhou salientou os desafios que enfrentou quando entrou para o desporto, especialmente no que diz respeito à falta de apoio e ao racismo com que se deparou.
Após assinar o contrato com a então denominada Alfa Romeo, patrocinador que dava nome à Sauber, Zhou diz ter sido recebido com uma quantidade significativa de abusos racistas de pessoas que não seguiram a sua carreira e pareciam subestimar as suas capacidades.
“Em 2021, quando assinei um contrato com a Alfa Romeo, houve muitos insultos racistas que as pessoas me fizeram porque não seguiram a minha carreira”, explicou o piloto chinês, que pode ficar sem espaço no pelotão no final da atual temporada.
Zhou comparou a sua situação com a de Oliver Bearman, que, apesar de não ter tido uma época excecional na Fórmula 2, parece receber um apoio considerável para a sua entrada na Fórmula 1. Bearman está atualmente fora do top 10 da classificação da F2, mas foi acolhido na disciplina com entusiasmo, enquanto Zhou, apesar do seu bom desempenho no seu último ano na Fórmula 2, em que obteve quatro vitórias e terminou em terceiro lugar no campeonato, sentiu um apoio significativamente menor após o seu anúncio pela Alfa Romeo.
“Depois de um terceiro lugar na F2 e de ganhar quatro corridas nesse ano [Zhou], vemos que um piloto fora do top 10 consegue um lugar e há muito apoio para ele”, acrescentou o piloto da Sauber, que reforça as suas acusações ao afirmar que isso “mostra que [o preconceito da] nacionalidade é uma realidade. É difícil mudar isso quando se é asiático, vindo de diferentes países da Ásia, mas não estou preocupado com isso”.
A carreira de Zhou Guanyu na F1 pode terminar após a presente temporada, sendo provável que a Sauber não queira renovar com o piloto chinês e as suas hipóteses parecem pequenas noutras equipas que ainda têm lugares vagos.











