A Williams mostrou-se confiante de que a mudança de motores prevista para 2026 não vai repetir o enorme fosso de desempenho entre equipas que se verificou com a última grande alteração regulamentar, em 2014.
O próximo ciclo de motores trará unidades híbridas mais sofisticadas: o motor gerador MGU-K passará a contribuir com quase 50% da potência total, enquanto o MGU-H será eliminado. Esta renovação, acompanhada de novos chassis e regras aerodinâmicas, representa o maior “reset” da Fórmula 1 desde a introdução dos V6 híbridos.
Em 2014, a Mercedes conquistou uma vantagem avassaladora, arrastando clientes como a Williams, enquanto rivais como Renault e Ferrari ficaram para trás. A Honda, por sua vez, iniciou em 2015 um programa de motores lento e pouco fiável, demorando anos até alcançar a concorrência tendo agora uma unidade motriz tão boa, ou melhor que a Mercedes e Ferrari.

“Não creio que vamos ver as diferenças que houve em 2014″
Apesar da magnitude da mudança em 2026, o diretor da Williams, James Vowles, acredita que a diferença de desempenho entre fabricantes será muito mais reduzida. “Não creio que vamos ver as diferenças que houve em 2014. Não será nem perto disso”, afirmou. Segundo Vowles, as novas regras mantêm um papel central para o desempenho do chassis e da aerodinâmica, evitando que a potência do motor domine totalmente a hierarquia das equipas.
O responsável sublinhou que, embora o chassis possa gerar diferenças de até meio segundo por volta, ainda existe muito espaço para evolução nesta área. “O chassis pode fazer uma diferença de até meio segundo? Sim, é a resposta. É isso que estamos a ver neste momento”, disse ele. “Ainda há muito potencial a explorar nessa área. Onde isso vai parar, ainda não sei, estamos apenas a tentar dar o nosso melhor para chegar lá.”










