A Williams celebra 750 Grande Prémios no Mónaco, um número que diz muito do tempo que a equipa já tem na F1, mas pouco da sua história.
A equipa britânica procura regressar aos sucessos, algo que tem escapado há já muito tempo, fazendo esse trabalho de recuperação pela primeira vez sem a família Williams ao leme.
Falar da Williams é falar do homem que lhe deu o nome, Sir Frank Williams. Determinado será provavelmente o adjetivo que melhor define Frank, que sonhou em ter sucesso na F1 e fez tudo o que podia para o conseguir. A vida foi-lhe pregando algumas partidas e nem sempre a sorte esteve ao seu lado, mas a sua vontade e determinação fizeram com que nunca baixasse os braços. De 1975 a 2021 a equipa que criou conquistou 114 vitórias, 128 poles, 312 pódios, nove títulos de construtores e sete títulos de pilotos. É a segunda equipa com mais títulos na F1 a seguir à Ferrari, a quarta equipa com mais vitórias, poles, e a terceira com mais pódios.
A Williams viveu momentos fantásticos, como os títulos conquistados, tendo dominado a F1 de 1992 a 1997, mas também viveu momentos dramáticos que ensombraram a história da equipa. Mas apesar dos percalços, das dificuldades em encontrar dinheiro ou performance, que levaram a uma travessia do deserto de 2004 até a atualidade, com uma breve interrupção em 2014 e 2015, o nome Williams manteve-se sempre na F1. Apesar da saída de cena da família Williams, o nome manteve-se e ainda bem, pois é muito mais que uma marca… é uma forma de estar, é um pedaço de história que nunca mais será apagado. É a homenagem à visão de um homem único que fez da F1 a sua vida e das vitórias a sua procura constante. 750 é um número bonito, mas a história que cabe dentro deste número é muito maior.










