É absolutamente incrível o facto de Sebastian Vettel ter chegado ao GP da Grã-Bretanha, a meio da temporada, com oito pontos de avanço para Lewis Hamilton e daí até ao final do ano ter perdido 96 pontos, terminando a 88 do seu adversário. Tratou-se, como se percebe, duma segunda metade de época a todos os níveis desastrosa, sendo mesmo quase inexplicável.
Sebastian Vettel admitiu que “foi um ano longo”, disse, depois de mais uma derrota, a última do ano, apesar de muitos acreditarem que tinha um carro na pior das hipóteses tão competitivo quanto o Mercedes. Em Abu Dhabi, o piloto da Ferrari esteve fora de ritmo na sexta-feira, mas colocou-se na disputa no sábado. Em algumas fases da corrida, mostrou impressionantes mudanças de ritmo, mas na verdade nunca, realmente, ameaçou Hamilton.
Dito isto, o segundo lugar é um resultado que traz consigo alguma satisfação moral a um piloto que teve uma temporada repleta de erros e oportunidades perdidas. Ironicamente, o segundo lugar é também a melhor classificação de sempre da história da Ferrari em Abu Dhabi, o que é positivo. Para o alemão este foi o seu 12º pódio da temporada, igualando o seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen, mas terminando com 69 pontos de vantagem sobre o finlandês, na classificação dos pilotos.











