A Mercedes é uma equipa de topo com procedimentos específicos, baseados em toda a tecnologia disponível. Mas por vezes, nas corridas, é preciso um toque mais humano. Na Mercedes essa janela era difícil de abrir, como explicou Valtteri Bottas.
Bottas está feliz na Alfa Romeo, sentindo-se como peça central da equipa, ao contrário da Mercedes onde o seu papel era mais secundário. O finlandês tem gostado de poder contribuir com o seu feedback no desenvolvimento e afinação do carro, admitindo que na sua atual equipa, o fator humano é mais valorizado. Na Mercedes, as ferramentas de simulação tinham um peso superior.
“É exatamente como funciona uma equipa de topo”, disse Bottas. “Penso que o Lewis [Hamilton] também sentiu o mesmo. Por vezes, ele queria ir na sua direção [de afinação], mas os engenheiros diziam ‘Não, o computador diz isto’. Portanto, por vezes era uma luta, mas é bom discutir essas coisas e é assim que as coisas são. Eles têm tecnologia bastante avançada e ferramentas de simulação que o permitem e muitas vezes o computador estava certo, mas não a 100 por cento. As ferramentas de simulação estão a ser desenvolvidas em Hinwil [sede da Sauber], mas por enquanto, o feeling do piloto na direção das coisas conta muito, o que eu pessoalmente gosto muito”.











