É, provavelmente uma atitude um pouco à ‘Calimero’ do diretor da Mercedes, Toto Wolff, que revelou esperar que Lewis Hamilton não se afaste da Fórmula 1, na sequência deste fim de semana do Grande Prémio de Abu Dhabi. Compreende-se porque o faz Wolff, para destacar, uma vez mais a verdadeira injustiça do que sucedeu no domingo, mas acreditamos bem mais na versão de Lewis Hamilton voltar ainda mais motivado em 2022, ainda com mais ‘ganas’ de ganhar: “Lewis e eu estamos desiludidos neste momento”, começou por dizer Toto Wolff ao Motorsport.com. “Não estamos desiludidos com o desporto, adoramos o desporto com todos os ossos do nosso corpo e adoramo-lo porque o cronómetro nunca mente.
Mas se quebrarmos esse princípio fundamental de justiça desportiva e autenticidade do desporto, então de repente o cronómetro já não se torna relevante porque estamos expostos à tomada de decisões aleatórias.
É evidente que se pode perder entusiasmo. E começa-se a questionar se todo o trabalho que se tem vindo a fazer, o suor, as lágrimas e o sangue podem realmente ser demonstrados, ao trazer os melhores desempenhos nas pistas, depois de percebermos que nos podem ser tirados aleatoriamente.
Nunca ultrapassaremos a dor e a angústia que nos foi causada no domingo.
Espero sinceramente que o Lewis continue a correr, porque ele é o maior piloto de todos os tempos.
Ele, quando se olha do ponto de vista das últimas quatro corridas, dominou-as a todas no domingo, não havia sequer dúvida de quem ganhou a corrida. E isso devia ter sido suficiente para ganhar o campeonato mundial.
Por isso, vamos trabalhar nos eventos durante as próximas semanas e meses. E penso que como piloto, o seu coração dirá que tenho de continuar porque ele está no auge das suas capacidades.
Mas temos de superar a dor que lhe foi causada no domingo, também, porque ele é um homem com valores claros.
É difícil de compreender como isto aconteceu”, acrescentou Wolff.









