F1, Testes do Bahrein: Kimi Antonelli ficou com o melhor tempo do segundo dia

Por a 19 Fevereiro 2026 16:25

Está concluído o segundo dia de testes da segunda semana de preparação no Bahrein e a Mercedes voltou a terminar o dia com o melhor tempo da sessão e o melhor tempo feito até agora em Sakhir. Kimi Antonelli, com o registo de 1:32.803, comprovou os bons sinais que o W17 tem dado nesta segunda semana de testes no Médio Oriente.

Mercedes mais rápida

O destaque no arranque da tarde foi para Max Verstappen regressou ao topo com 1m33.444s, batendo por 0,009s a marca de Lando Norris da manhã (a melhor da sessão matutina). Piastri respondeu com um excelente 1m32 alto com pneus C3, liderando a folha de tempos durante boa parte da “golden hour”. Pouco depois, Kimi Antonelli aproveitou as condições ideais para assinar 1m32.803s em pneus médios, saltando para o topo por 0,058s e reforçando a sensação de que o Mercedes está particularmente bem equilibrado em ritmo de volta rápida ao cair da noite.

Verstappen fez o maior número de voltas

Depois de praticamente perder a manhã, Hamilton foi o primeiro a deixar o pit lane quando o semáforo ficou verde, lançando‑se num turno de quilometragem intensiva que o levou às 78 voltas ao longo do dia. Verstappen 139 voltas, seguido de Franco Colapinto (120) e Alex Albon (117). Ao mesmo tempo, a Ferrari continuou a monopolizar conversas no paddock com o radical conceito de asa traseira rotativa: o flap superior que “vira ao contrário” em modo de reta. Esta foi uma das muitas novas soluções que a Ferrair mostrou.

Aston Martin volta a parar em pista

Se a tarde trouxe sinais positivos para várias equipas, a Aston Martin voltou a sair penalizada pela fiabilidade. Fernando Alonso ficou parado em plena pista, forçando bandeira vermelha e um procedimento de recuperação mais demorado, com mecânicos da própria equipa a irem buscar o AMR26. De regresso ao paddock, o monolugar chegou em cima de um camião, rodeado por engenheiros que davam a entender que dificilmente voltaria a sair para a pista. A Aston Martin ainda não conseguiu simular uma corrida como fizeram as restantes equipas e chegará a Melbourne com muitos menos dados recolhidos que a concorrência.

Na Haas, depois de uma manhã sólida de Oliver Bearman com 69 voltas e um excelente arranque no exercício final, a tarde de Esteban Ocon começou envolta em mistério: sem painéis erguidos, mas com uma autêntica muralha de mecânicos a tapar o carro, o francês ficou retido nas boxes após apenas oito voltas, sugerindo um problema mais sensível que a equipa quis manter longe dos olhares rivais. Ocon ainda conseguiu fazer mais 50 voltas nesta tarde, depois de debelados os problemas.

Ferrari destaca-se nas largadas

A Ferrari tem sido a equipa que menos vontade demonstrou de mudar o procedimento de largada, uma hipótese levantada por algumas equipas. E o motivo foi claro nos dois ensaios de largadas a que assistimos hoje. Ao contrário do ensaio da manhã, que reuniu apenas quatro carros, nesta tarde a grande maioria dos carros esteve em pista para testar o procedimento ligeiramente alterado (mostragem de luzes azuis durante cinco segundos antes do procedimento de largada, para permitir que as unidades motrizes estejam preparadas para o arranque). Na largada, a Ferrari voltou a ser a mais rápida com alguma margem para a concorrência. Muitos apontam a opção de um turbo menor e, por conseguinte, mais rápido a chegar ao nível de rotação ideal (Haas também tem feito bons arranques) como o truque para estes arranques muito sólidos, mas o sistema da Scuderia parece particularmente bem desenvolvido. Assim, a equipa italiana pode dar que falar nos arranques.

As sensações deste segundo dia vão muito ao encontro do que se tem falado recentemente. A Mercedes parece realmente forte, com o W17 a dar conforto aos pilotos. Parece ser um carro muito equilibrado, que não provoca partidas de mau gosto. A Mercedes tem acumulado muitos quilómetros e tem estado sempre no topo da tabela. Claramente um bom indicador. A McLaren também tem passado muito tempo nas primeiras posições, mas a opinião de muitos dos que viram o carro em pista é que parece menos composto que o Mercedes e que ainda há trabalho pela frente.

Ferrari e Red Bull mostraram novamente níveis de fiabilidade muito interessantes, apesar do problema da manhã que afetou o carro de Hamilton, e parece muito próximas em performance. A Alpine cada vez mais parece ser a quinta força do atual pelotão, com a Haas a dar excelentes sinais, com estas duas estruturas a perfilarem-se como principais candidatas ao top 5. Audi, Williams e Racing Bulls seguem ligeiramente atrás, com bons indicadores, mas com necessidade de evolução para chegarem mais alto. Na cauda do pelotão parecem estar a Cadillac, ainda muito verde nesta fase e a Aston Martin que tem vivido um autêntico pesadelo, com a fiabilidade da unidade motriz Honda a ser um dos vários pontos fracos da máquina.

Amanhã, teremos o derradeiro dia de testes, onde as equipas poderão já mudar o foco para a preparação de Melbourne.

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