F1, Testes do Bahrein: Kimi Antonelli ficou com o melhor tempo do segundo dia
Está concluído o segundo dia de testes da segunda semana de preparação no Bahrein e a Mercedes voltou a terminar o dia com o melhor tempo da sessão e o melhor tempo feito até agora em Sakhir. Kimi Antonelli, com o registo de 1:32.803, comprovou os bons sinais que o W17 tem dado nesta segunda semana de testes no Médio Oriente.
Day 2 of Test 2 is upon us… 👊
Here's who will be out on track in Bahrain! ⬇️#F1 #F1Testing pic.twitter.com/iwG1ykS0EF
— Formula 1 (@F1) February 19, 2026
Mercedes mais rápida
O destaque no arranque da tarde foi para Max Verstappen regressou ao topo com 1m33.444s, batendo por 0,009s a marca de Lando Norris da manhã (a melhor da sessão matutina). Piastri respondeu com um excelente 1m32 alto com pneus C3, liderando a folha de tempos durante boa parte da “golden hour”. Pouco depois, Kimi Antonelli aproveitou as condições ideais para assinar 1m32.803s em pneus médios, saltando para o topo por 0,058s e reforçando a sensação de que o Mercedes está particularmente bem equilibrado em ritmo de volta rápida ao cair da noite.
Verstappen fez o maior número de voltas
Depois de praticamente perder a manhã, Hamilton foi o primeiro a deixar o pit lane quando o semáforo ficou verde, lançando‑se num turno de quilometragem intensiva que o levou às 78 voltas ao longo do dia. Verstappen 139 voltas, seguido de Franco Colapinto (120) e Alex Albon (117). Ao mesmo tempo, a Ferrari continuou a monopolizar conversas no paddock com o radical conceito de asa traseira rotativa: o flap superior que “vira ao contrário” em modo de reta. Esta foi uma das muitas novas soluções que a Ferrair mostrou.
You spin me right round! 😵💫
Here's Ferrari's innovative solution to moving the upper flap of the rear wing as part of this season's active aero introduction 👀 #F1 #F1Testing pic.twitter.com/yY0ZcI1Kph
— Formula 1 (@F1) February 19, 2026
Aston Martin volta a parar em pista
Se a tarde trouxe sinais positivos para várias equipas, a Aston Martin voltou a sair penalizada pela fiabilidade. Fernando Alonso ficou parado em plena pista, forçando bandeira vermelha e um procedimento de recuperação mais demorado, com mecânicos da própria equipa a irem buscar o AMR26. De regresso ao paddock, o monolugar chegou em cima de um camião, rodeado por engenheiros que davam a entender que dificilmente voltaria a sair para a pista. A Aston Martin ainda não conseguiu simular uma corrida como fizeram as restantes equipas e chegará a Melbourne com muitos menos dados recolhidos que a concorrência.
Na Haas, depois de uma manhã sólida de Oliver Bearman com 69 voltas e um excelente arranque no exercício final, a tarde de Esteban Ocon começou envolta em mistério: sem painéis erguidos, mas com uma autêntica muralha de mecânicos a tapar o carro, o francês ficou retido nas boxes após apenas oito voltas, sugerindo um problema mais sensível que a equipa quis manter longe dos olhares rivais. Ocon ainda conseguiu fazer mais 50 voltas nesta tarde, depois de debelados os problemas.
The recovery of the Aston Martin continues #F1 #F1Testing pic.twitter.com/M0vcuwrBwS
— Formula 1 (@F1) February 19, 2026
Ferrari destaca-se nas largadas
A Ferrari tem sido a equipa que menos vontade demonstrou de mudar o procedimento de largada, uma hipótese levantada por algumas equipas. E o motivo foi claro nos dois ensaios de largadas a que assistimos hoje. Ao contrário do ensaio da manhã, que reuniu apenas quatro carros, nesta tarde a grande maioria dos carros esteve em pista para testar o procedimento ligeiramente alterado (mostragem de luzes azuis durante cinco segundos antes do procedimento de largada, para permitir que as unidades motrizes estejam preparadas para o arranque). Na largada, a Ferrari voltou a ser a mais rápida com alguma margem para a concorrência. Muitos apontam a opção de um turbo menor e, por conseguinte, mais rápido a chegar ao nível de rotação ideal (Haas também tem feito bons arranques) como o truque para estes arranques muito sólidos, mas o sistema da Scuderia parece particularmente bem desenvolvido. Assim, a equipa italiana pode dar que falar nos arranques.
Lock-ups galore!
Turn 10 has proved a handful all session 😤#F1 #F1Testing pic.twitter.com/IUITEYKhrS
— Formula 1 (@F1) February 19, 2026
As sensações deste segundo dia vão muito ao encontro do que se tem falado recentemente. A Mercedes parece realmente forte, com o W17 a dar conforto aos pilotos. Parece ser um carro muito equilibrado, que não provoca partidas de mau gosto. A Mercedes tem acumulado muitos quilómetros e tem estado sempre no topo da tabela. Claramente um bom indicador. A McLaren também tem passado muito tempo nas primeiras posições, mas a opinião de muitos dos que viram o carro em pista é que parece menos composto que o Mercedes e que ainda há trabalho pela frente.
12 months ago, Fred Vasseur raised safety concerns about the start procedures for the 2026 cars.
Vasseur's concerns were ignored… so Ferrari adapted their engines.
Now OTHER TEAMS are asking for the start procedure to be changed. #F1 #F1Testing pic.twitter.com/lrcgC28dsH
— Mohsin (@MB07__) February 19, 2026
Ferrari e Red Bull mostraram novamente níveis de fiabilidade muito interessantes, apesar do problema da manhã que afetou o carro de Hamilton, e parece muito próximas em performance. A Alpine cada vez mais parece ser a quinta força do atual pelotão, com a Haas a dar excelentes sinais, com estas duas estruturas a perfilarem-se como principais candidatas ao top 5. Audi, Williams e Racing Bulls seguem ligeiramente atrás, com bons indicadores, mas com necessidade de evolução para chegarem mais alto. Na cauda do pelotão parecem estar a Cadillac, ainda muito verde nesta fase e a Aston Martin que tem vivido um autêntico pesadelo, com a fiabilidade da unidade motriz Honda a ser um dos vários pontos fracos da máquina.
Amanhã, teremos o derradeiro dia de testes, onde as equipas poderão já mudar o foco para a preparação de Melbourne.

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