F1, Testes de Barcelona: O efeito oscilatório apanhou as equipas de surpresa
Não se pode dizer que os novos carros tenham tido uns primeiros dias suaves. Aliás, a forma como se têm apresentado em pista tem sido pouco suave, dados os ressaltos que os pilotos têm sentido. O chamado efeito “porpoising” ou, à falta de melhor tradução, efeito oscilatório tem dado dores de cabeça.
Porpoising um termo inglês que se refere ao movimento que os botos (golfinhos, baleias) fazem quando estão no mar, mergulhando e voltando à tona. Nos carros, isso nota-se como uma espécie de ressalto que vai acontecendo na frente e na traseira do carro, numa espécie de movimento de embalar, mas muito mais violento, como é de esperar. Isso deve-se à força descendente que é criada pelo fundo dos carros. Com o efeito Venturi mais pronunciado nestes carros, o fundo cria muito mais força descendente. Acontece que nas retas, o fundo cria o máximo de downforce (dada a velocidade), o que empurra o carro contra o asfalto. Mas esse movimento faz com que o fluxo de ar no fundo do carro seja interrompido momentaneamente, o que faz o carro “levantar”, para logo a seguir ser novamente “puxado” contra o asfalto, quando o fluxo de ar volta a criar downforce.
Este era um problema comum nos carros com efeito solo dos anos 80 e que regressou este ano. As equipas dizem que estavam cientes do problema, mas que não contavam que fosse tão pronunciado.
“Penso que a maioria de nós pelo menos subestimou o problema”, disse Mattia Binotto. “Quando se está a afinar estes carros com efeito solo, a situação é diferente. É um processo de aprendizagem”, acrescentou ele. “Penso que resolvê-lo pode ser bastante simples. Devemos tentar evitar o ressalto, aproveitando ao máximo o desempenho do carro. Tenho a certeza de que, a dada altura, a equipa chegará à solução. Quanto tempo vai demorar? Os que lá chegarem mais cedo terão vantagem no início da época“, admitiu ele.
A solução mais simples é levantar um pouco mais o carro, mas com isso perde-se a força do efeito solo. Assim é preciso encontrar a solução certa para evitar os ressaltos. Afinal o grande desafio para este arranque de época não são os pneus, ou os travões, ou o peso.
Bumpy road to the top for Charles Leclerc! 🤕#F1 pic.twitter.com/Z6a5e6d3bo
— Formula 1 (@F1) February 24, 2022
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José
24 Fevereiro, 2022 at 18:24
Low Rider movement 😀
https://twitter.com/i/status/1496890218636619778
F1_4ever
24 Fevereiro, 2022 at 18:31
Quando eu era miúdo o meu pai teve um Citroen 2 CV que fazia exactamente estes movimentos oscilatórios e até lhe chamávamos o “salta-pocinhas”. Ver este video trouxe-me isso á memória.
Fast Turtle
24 Fevereiro, 2022 at 19:01
Tem tudo a ver….
Se calhar no 2cv devia se a suspensão ser uma anedota e nao ao efeito solo.
Não sei digo eu.
RedDevil
24 Fevereiro, 2022 at 19:20
Não… a suspensão do 2cv não era uma anedota… o problema era devido a amortecedores gastos e o carro ficava a “flutuar” só nas molas… quando apanhava um ressalto, era 0,5km a “cabecear”…
Fast Turtle
24 Fevereiro, 2022 at 21:17
Ora ora como se apanham os clones.
Traz lá mais meia dúzia de clones para me darem pontos negativos.
RedDevil
24 Fevereiro, 2022 at 23:18
…orra… nem dei ponto negativo…. nem sou clone de ninguém…. 2 tiros ao lado…
RedDevil
24 Fevereiro, 2022 at 23:20
E já agora… dou-te 1 ponto positivo… é gratis….
F1_4ever
24 Fevereiro, 2022 at 23:09
Já vi que não conhece as famosas suspensões hidropneumáticas da Citroen. Aqui fica o esclarecimento: O princípio de funcionamento da suspensão hidropneumática da Citroën sempre foi, em essência, o mesmo. Desenvolvido pelo engenheiro Paul Mèges, o sistema consiste em um circuito hidráulico com óleo mineral e nitrogênio pressurizado. No lugar das molas e amortecedores, o que se tem são as chamadas esferas acumuladoras, contendo gás e o fluido hidráulico. O gás é o elemento elástico da suspensão, comprimindo-se e expandindo-se de acordo com as irregularidades da superfície. O fluido hidráulico fornece a sustentação.
RedDevil
24 Fevereiro, 2022 at 23:16
Lol… e também já vi que o sr. não conhece a suspensão do 2cv… não tem nada a haver com hidropneumática… os 2cv / dyane / mehari nunca tiveram esse tipo de suspensão…. e não precisava a explicação… por acaso sei “mais um pouco” do que apresentou…
Fast Turtle
24 Fevereiro, 2022 at 23:17
Os clones ate falam um com o outro para diafarcar. Lololol
JOAO GUEDES RODRIGUES JUNIOR JOAO
24 Fevereiro, 2022 at 19:02
Vi o vídeo agora. Se bem me lembro o Colin Chapman resolveu isso diminuindo a asa dianteira e endurecendo a suspensão para manter a altura o máximo possível.
JOAO GUEDES RODRIGUES JUNIOR JOAO
24 Fevereiro, 2022 at 19:19
Vi o vídeo agora. Se bem me lembro o Colin Chapman resolveu isso diminuindo a asa dianteira, baixando a traseira quase ao nível da carenagem, dirigindo o fluxo sobre a carenagem e endurecendo a suspensão para manter a altura o máximo possível. O efeito colateral disso é que se o carro perdesse uma das asas corria o risco de decolar.
Não sei se pelas regras desse ano as dimensões e altura das asas são determinadas em um máximo e mínimo, mas nos anos 1970/80 as regras eram mais flexíveis.
RedDevil
24 Fevereiro, 2022 at 19:37
Isto parece ser um assunto bem mais bicudo do que o pouco barulho criado possa sugerir…
O nível de oscilação apresentado pelo Leclerc parece ser perigoso em corrida, talvez seja uma “oportunidade” para fazer voltar as suspensões activas…
...
24 Fevereiro, 2022 at 21:03
Um dos carros mais bonitos de sempre, o Lotus 80 de 1979, pouco correu e foi posto de parte justamente por causa do porpoising.