A primeira hora de trabalho em pista nos testes de F1 é normalmente dedicada a recolher dados aerodinâmicos graças aos “aerorakes”, as famosas grelhas, que são colocadas em zonas específicas do carro e que permitem avaliar zonas de alta e baixa pressão. Esta ferramenta dá aos engenheiros uma visão mais pormenorizada de como os fluxos de ar estão a ser criados. Este trabalho é fundamental para permitir a correlação dos dados recolhidos no túnel de vento. Esse trabalho de correlação é importantíssimo pois os engenheiros querem saber se os modelos aplicados e os dados recolhidos no túnel de vento se aproximam da realidade. Se a resposta for afirmativa, o trabalho desenvolvido está (à partida) bem feito e pode continuar a ser desenvolvido. Se a resposta for negativa, é preciso encontrar novas fórmulas para que os dados recolhidos no túnel se aproximem dos dados recolhidos em pista. Isso coloca também em causa o trabalho feito até então. Normalmente, com estas grelhas, os pilotos andam na pista a velocidades constantes para garantir a qualidade dos dados. Esta recolha é feita no começo do dia, em que a pista ainda está fria e longe das condições que os pilotos vão encontrar habitualmente. Com o aumento da temperatura os aerorakes vão desaparecendo e os tempos baixando.










