A Fórmula 1 quer replicar o ambiente da grande festa do futebol americano, o ‘Super Bowl’ nos seus Grandes Prémios, revelou Stefano Domenicali, responsável máximo da competição.
Com origem nos EUA, a Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, tem vindo a renovar o ideal da competição. Mais “show” fora de pista interessa aos novos fãs, maioritariamente do mercado norte-americano, enquanto as corridas são uma espécie de complemento do “produto”. Muito diferente da experiência de “outros tempos”, mas é este o rumo que a Fórmula 1 parece querer tomar. Em Miami, particularmente, foi um evento com pilotos e chefes de equipa apresentados aos adeptos numa festa de abertura na noite anterior ao início da ação em pista, uma atmosfera que deverá ser replicada durante todo o próximo calendário.
“A nossa visão de, ‘Onde quer que vamos, queremos criar um Super Bowl’ é muito mais fácil de compreender se tivermos uma mentalidade americana”, disse Domenicali ao Wall Street Journal. “Estamos a tentar, educadamente, oferecer algo que não é puramente americano, mas é internacional. E vimos o efeito de sermos teimosos para estarmos em Las Vegas. Ninguém pensou que seríamos capazes de convencer os comités a permitirem uma corrida na Strip num sábado à noite”.
A F1 queria aumentar a notoriedade da disciplina naquele país, depois de passagens menos conseguidas no passado recente. Com a realização do Grande Prémio dos EUA no Circuito das Américas, no Texas, o crescimento começou a um ritmo lento, que foi acelerado durante o período de pandemia devido a uma série de fatores, entre eles a série documental ‘Drive to Survive’, com resultados muito bons nas visitas após esse período e na estreia de Miami no calendário este ano. Sobre esse aumento de interesse do público do lado de lá do Atlântico, Domenicali explicou que “foi uma reviravolta tão rápida, realmente uma questão de dois anos”.











