A entrada de mais uma ou duas equipas para a grelha da Fórmula 1 é um tema fraturante no desporto. Há quem esteja de acordo com aquilo que defende a FIA, ou seja a entrada de mais equipas, e há quem esteja completamente em desacordo. O que tem sido avançado é que uma “larga maioria” das equipas não estão alinhadas com a FIA, encontrando-se, ao que parece, a FOM desse lado da barricada. Os responsáveis da McLaren e Alpine argumentam a favor da entrada de uma equipa em particular, a Andretti Autosport, que como sabemos apresentou um parceiro de peso para esse projeto, a Cadillac. Também como sabemos, o que hoje é verdade na F1, amanhã pode não ser, e quem apoia pode deixar de apoiar e vice-versa.
O antigo piloto e agora comentador da Sky, explica que considera que o espetáculo não está garantido apenas com 20 carros em grelha, necessitando a Fórmula 1 de mais equipas num momento de crescimento fora de pista.
“A entrada de mais equipas é uma preocupação logística, bem como um aspecto financeiro. Será que cabem [mais equipas] no pit lane, no paddock, na grelha?”, disse Brundle sobre o tema. “Quantos carros precisamos? Pessoalmente considero que 24 carros seria ótimo, temos 29 corridas esta época, 23 grandes prémios e seis corridas de sprint com 20 carros na grelha. Não creio que seja um espetáculo suficiente, é uma oportunidade”.
O mais certo, assumindo que as palavras do Presidente da FIA estão corretas, é apenas o projeto Andretti/Cadillac apresentar a candidatura ao processo aberto pela entidade federativa, mas a Audi já tem entrada assegurada no capital da Sauber, a Honda será um fornecedor de unidades motrizes em 2026 e a Ford anunciou o regresso à F1 através de uma parceria com a Red Bull. Três casos de marcas que se quiseram associar à competição de forma completamente diferente.











