Tem-se tornado num hábito cada vez mais frequente. As transmissões das corridas de F1 tem focado cada vez mais as namoradas dos pilotos de F1. Nomes como Alexandra Saint Mleux, Rebecca Donaldson, Hannah St. John, Lily Muni He e Margarida Corceiro, entre outras, fazem agora parte do universo da F1.
Acontece que a insistência em mostrar as namoradas dos pilotos já virou piada, com as inevitáveis paginas de “memes” a satirizarem a opção dos realizadores em mostrar cada vez mais as jovens.

Carlos Sainz defende equilíbrio
Carlos Sainz, que tem visto a sua namorada a ser frequentemente visada pelas objetivas, defende uma abordagem mais equilibrada. Apesar de reconhecer que também elas fazem parte do espetáculo, de forma indireta, defende que isso não se pode sobrepor ao que acontece em pista:
“Sim, está a tornar-se uma tendência que deve ter funcionado para eles em algum momento, porque as pessoas acham interessante” disse ao podcast El Partidazo de COPE. “Ver as nossas namoradas, ver pessoas famosas na TV, bem, as reações. Compreendo que, se houver uma ultrapassagem, um momento muito tenso na corrida, focar uma reação pode ser compreensível. Se virem que funcionou no passado, então fazem-no.
Mas deve ser feito, desde que a competição seja respeitada e se esteja sempre a destacar os momentos importantes da corrida. No fim de semana passado não mostraram nenhuma das quatro ou cinco ultrapassagens que fiz no final, nem mostraram a perseguição do Fernando [Alonso ] ao Lewis [Hamilton]. Perderam muitas coisas. Por isso uma coisa é boa, mas se não perder o principal. Para mim, estão a exagerar ao mostrar um pouco as celebridades e as namoradas”.

Uma F1 cada vez mais global
A tendência é clara e visa atrair também que segue a F1, não pelo desporto, mas por tudo que o rodeia. Com um crescente número de fãs, cada um segue a competição pelos seus próprios motivos. Seja pela parte desportiva, tecnológica ou até mesmo social, todos os motivos são legítimos. Mas o foco deve manter-se na corrida, e a posição de Sainz revela-se equilibrada. Sem esquecer que são figuras públicas e que, por isso, estão mais sob os holofotes, não se devem sobrepor ao motivo que leva todas as pessoas as juntarem-se ao fim de semana para ver as corridas… exatamente as corridas.
Foto: MPSA / Philippe NANCHINO










Não há mal nenhum a transmissão mostrar as namoradas dos pilotos, o mal está em perdermos ultrapassagens, porque a transmissão está a mostrar as namoradas, como aconteceu em Singapura. Sainz foi a maior vítima “da revista Caras” (sem ofensa para a citada revista).
A transmissão foi profundamente patética.
Antes da Liberty pensar em ideias mirabolantes como inverter as grelhas de partida, ou encurtar as corridas, devia começar por melhorar o básico.
A transmissão foi de um pobreza abismal a todos os níveis.
Subscrevo o que diz a Pity e o Noteam.
acrescentar que a realização em si, foi má. numa pista onde normalmente há poucas ultrapassagens, perdeu-se a recuperação do Sainz, mas também do Alonso. Para além de teria sido interessante ter visto o Hamilton e o Alonso nas ultimas curvas da corrida. Nunca cheguei a saber se o Alonso só se chegou ao Hamilton na recta da meta ou se antes e que o Hamilton se tenha tido que defender.
Uma vez já é demais. Protagonistas de nada. Ainda mais quando se “perde” a transmissão.