James Allison regresso ao lugar de diretor técnico na estrutura interna da Mercedes, apenas 20 meses após ter passado o testemunho a Mike Elliott, voltando a assumir um papel mais preponderante na supervisão da produção e desenvolvimento dos monolugares, uma função mais prática do que estava até este momento a desempenhar.
Depois de uma temporada de recuperação, num esforço enorme durante toda a época e que resultou apenas numa vitória em Grandes Prémios, a Mercedes decidiu voltar a apostar no mesmo conceito aerodinâmico do W13 para o carro de 2023. O desempenho do W14 tem sido um problema e a raiz está no chamado design “zeropod”, ou seja a ausência dos tradicionais flancos. Um erro que Toto Wolff já admitiu.
Falando publicamente pela primeira vez desde o regresso à função de diretor técnico, Allison disse no episódio mais recente do podcast F1 Nation que o W14 “é bom para os pneus, mas não tão bom quanto alguns dos carros que fizemos no passado. Tem mais downforce do que a maioria dos carros da grelha, mas não o suficiente”. Sem entrar em muitos pormenores sobre o monolugar de 2023, que receberá mais atualizações em Baku, Allison afirmou que a equipa precisa de resolver alguns problemas para “voltar a ter material vencedor”.
O responsável da Mercedes salientou que há alguns pontos fortes do carro, mas há ainda muito para fazer. “É fiável e esse é um ponto forte. Tem uma dupla de pilotos muito rápidos a conduzi-lo. É melhor do que a maioria dos carros da grelha, mas até ser o mais rápido, vai sempre parecer um carro fraco para todos nós”, concluiu Allison.












