Mais uma vez a confusão instalou-se no final de uma prova de F1. A bandeira de xadrez foi mostrada na volta 53, mas os mostradores electrónicos, que são a referência neste tipo de situações, mostraram a bandeira uma volta mais cedo, o que significa que a corrida ficou com menos uma volta.
Um problema similar aconteceu no Canadá, mas dessa vez foi a bandeira de xadrez a ser aparecer uma volta mais cedo, e só depois os mostradores deram a indicação do final da corrida. Para evitar este tipo de confusões optou-se por usar o sistema electrónico como referência mas, como se pode verificar pelo resultado final em Suzuka, até esse falha.
Sebastian Vettel é defensor de que se deve regressar ao método anterior em que a bandeira de xadrez e não os mostradores são a referência:
“Com as regras actuais, se eles tivessem mostrado a bandeira de xadrez muito cedo hoje, a corrida tinha continuado”, disse ele. “E isso está errado. Temos o pit board com as informações nas voltas. Também vemos no mostrador do carro quantas voltas ainda faltam. Eu vi que havia uma volta pela frente. E recebi a comunicação via rádio de que era a última volta.”
“Acho que ainda deve ser a bandeira quadriculada a ser a referência. Penso que para nós pilotos o importante é que, se virmos a bandeira quadriculada, a corrida não continua. “
O sistema electrónico, que se pensava mais seguro, afinal também falhou. Talvez, por uma questão de tradição e de simbolismo, a bandeira de xadrez deva voar sobre os pilotos no fim da corrida. É uma das imagens mais marcantes de uma corrida , que perde força e simbolismo quando olhamos para um mostrador electrónico. A FIA irá investigar a melhor forma de resolver a situação, mas se a bandeira de xadrez existe ainda por motivos simbólicos, faz sentido atribuir-lhe a importância que merece.









