Para os lados da Rússia já se percebeu que o caso de Nikita Mazepin está a tomar proporções graves e por isso defendem o seu jovem piloto.
Depois do vídeo publicado e retirado, da onda de críticas nas redes sociais, do comunicado muito ‘zangado’ da Haas F1 e do pedido de desculpas público do piloto, a mulher do vídeo já veio a público dizer que é uma “boa amiga” do piloto, “e nada daquele vídeo era sério. Posso dar a minha palavra de que ele é uma pessoa realmente boa e que nunca faria nada para me magoar ou humilhar”, disse.
Também Igor Ermilin, antigo conselheiro presidencial da federação de automobilismo russa, interveio: “Hoje, os pilotos de Fórmula 1 são castrados, devido à sua comunicação com a imprensa, empresas, patrocinadores, já não são ‘eles próprios’. Um piloto de Fórmula 1 é uma pessoa normal que enfrenta consequências em cada espirro. Todos sabem que coisas semelhantes acontecem na vida pessoal de muitos. Temos de dar aos envolvidos no desporto a oportunidade de permanecerem humanos”, disse à Sport-Express.
Mazepin foi também defendido por Oksana Kosachenko, antiga manager de Vitaly Petrov: “Tudo o que tinha de ser feito, Nikita fez”, disse ela. “Ele pediu desculpa e penso que já chega. Não me parece que por causa de um segundo e meio de filmagens, isto se torne na maior história de pesadelo de todos os tempos e tudo lhe deve ser tirado agora. As suas palavras deixaram absolutamente claro que ele tirou todas as conclusões – nomeadamente, que como piloto de Fórmula 1 está sob escrutínio mais apertado tanto pelos meios de comunicação social como pelos inimigos no paddock”, disse Kosachenko.
Na verdade, é um pouco de tudo. São jovens, por vezes cometem erros, mas a questão aqui é que tendo em conta o nível a que já chegou, já alguém lhe deveria ter dito para ter cuidado, por causa do tal escrutínio. Assim, aprendeu à ‘força’. Ou pelo menos espera-se que tenha aprendido. Como diz Oksana Kosachenko, não faz grande sentido que por um erro deste calibre o jovem seja totalmente arrasado. Basicamente, nem tanto ou mar, nem tanto à terra…










