O caso tem dado que falar desde o GP de Espanha. As asas flexíveis têm dado que falar e obrigaram a FIA a mudar apertar a fiscalização aos níveis de flexibilidade dos componentes aerodinâmicos. A Mercedes continua insatisfeita e ameaçou com protestos, o que segundo Ross Brawn tem poucas hipóteses de sucesso.
O vídeo da da asa de Max Verstappen a “baixar” na reta de Barcelona foi a prova que confirmou as acusações da Mercedes, de que a Red Bull tinha uma asa traseira flexível. Isso permite uma vantagem nas retas, pois essa flexibilidade permite que a asa baixe, reduzindo o arrasto nas retas, sem perder apoio aerodinâmico nas curvas. Isso vai contra as regras da FIA que exigem que as peças mantenham a rigidez e a posição em relação ao ponto de montagem.
Para garantir isso a FIA faz testes de rigidez aos componentes aerodinâmicos, mas olhando as novas evidências, a FIA apertou a fiscalização a essa caraterística dos materiais com novos testes que exigem maior rigidez. Para permitir que as equipas mais pequenas tenham tempo de se adaptar, a nova regra e os novos parâmetros de fiscalização vão entrar em vigor após o GP de Baku, o que não agrada à Mercedes que queria a regra aplicada no imediato.
A Red Bull também apontou o dedo à Mercedes, afirmando que a asa dianteira dos Flechas de Prata é também demasiado flexível.
Toto Wolff avisou que um protesto rejeitado poderia acabar no Tribunal Internacional de Recurso, criando uma “situação confusa” que pode deixar o resultado da corrida em dúvida durante várias semanas.
Questionado se estava preocupado com a perspetiva de os protestos deixarem o resultado da corrida de Baku no limbo, Brawn disse: “Não, não me parece. Penso que a FIA tem sido bastante consistente com a sua abordagem”, acrescentou ele. “Ficaria espantado se os comissários fossem contra a opinião da FIA.“
“Penso que esta é provavelmente a versão 27 da asa traseira flexível [na história da Fórmula 1]”, acrescentou ele. “Em 40 anos de corridas de automóveis, já passei por isto muitas vezes. Consigo lembrar-me de Patrick Head a saltar na nossa asa da frente em ferme porque considerava que não era suficientemente rígida. Ele queria demonstrar a Charlie Whiting [diretor de corridas da FIA] que não era suficientemente rígida, pelo que, na verdade, ele ficou em cima dela e saltou para demonstrar como era flexível. Há um conjunto de testes da FIA e essa é a única forma de determinarmos os limites do que se pode fazer. Se passar nos testes e algumas equipas [rivais] não gostarem, a FIA pode olhar e endurecer os testes e fazer testes diferentes, por isso é perpétuo. A opinião de uma pessoa de que é demasiado flexível é a mesma da opinião de outra pessoa de que é OK, e é por isso que temos os testes. Se colocar aí um mecanismo ou uma dobradiça, concordo que isso não é correto. Mas dentro da conformidade normal da estrutura, não vejo um problema”.











