Abu Dhabi foi o palco da última aparição oficial desta geração de carros, mas Ross Brawn não irá ter muitas saudades destes carros. Para o diretor desportivo da F1, esta geração de carros era a mais rápida, mas nem por isso a melhor.
Falando sobre os carros que agora terminaram o seu ciclo, Brawn admitiu que apesar de serem fascinantes, não eram bons carros de corrida:
“Penso que depende de qual é a sua definição de melhor carro da Fórmula 1”, disse ao programa Tech Talk da F1TV em Abu Dhabi. “Se for o mais o mais rápido, possivelmente. Se for o melhor carro de corrida, não. Penso que estes carros são demasiado complicados quando estão perto uns dos outros. São demasiado críticos se tocarem num corretor, porque uma peça voa e depois já não funcionam. Portanto, são dispositivos incríveis, a complexidade deles é espantosa”.
“São as metodologias que agora existem com software reiterativo, que continuam a verificar e a verificar e a verificar até chegarem ao desenho ideal para uma área específica do carro”, explicou. “E cada peça é crítica para outra, e quando uma peça é eliminada – porque afinal são carros de corrida – não funciona corretamente. Esse tem sido um dos focos do novo carro, tentamos torná-lo um pouco mais robusto, um pouco mais simples, um pouco menos crítico”, disse Brawn. “Sem dúvida, as equipas vão complicar o conceito, mas depois penso que podemos puxá-lo de novo para trás”, comentou Brawn. “Por isso [os carros de 2021] são desenhos fascinantes e incrivelmente impressionantes, mas na verdade não são muito bons carros de corrida”.











