F1, Ross Brawn: “A Áustria facilita ter um ambiente contido…”

Por a 2 Maio 2020 11:08

Ross Brawn explicou que a Fórmula 1 está a delinear um plano para o desporto retomar a sua atividade dentro de um ambiente isolado, podendo começar com uma dupla corrida no Red Bull Ring na Áustria, no início de julho.

No princípio desta semana, o CEO da Fórmula 1, Chase Carey, já tinha dito que o Grande Prémio da Áustria vai ter lugar a 5 de julho, com Brawn, em entrevista ao podcast F1 Nation, a realçar as características do circuito como ideais para implementar a estratégia de ambiente isolado.

“Vai ser um grande desafio logístico. Organizar uma corrida de

Fórmula 1 já o é, agora nestas condições ainda é mais. Estamos a trabalhar para

termos a certeza de que tudo corra bem e que estejamos num ambiente seguro.”

“Podemos vir a ter duas corridas na Áustria, pois precisamos de ter todos testados e aprovados para entrar no paddock. Na Áustria isso pode resultar muito bem. Lá, há um aeroporto local, ao pé do circuito. Não fica perto de uma cidade grande e tem grandes infraestruturas. Vamos ter um grande centro de catering, o que facilita um ambiente contido, um ambiente tipo ‘biosfera’.

Quanto a começar a temporada, Brawn explica que existem muitas razões, mas uma das mais importante é a de manter os postos de trabalho de muitos profissionais.

“Existem muitas razões para a temporada começar. Os adeptos é uma óbvia. Mas, também é essencial para os milhares de pessoas que dependem do desporto. Sei que os pilotos sentem falta e que estão a apoiar-nos nesta situação.”

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11 comentários

  1. Pity

    2 Maio, 2020 at 13:02

    Alguém viu aquele projecto de calendário que a Eleven apresentou, com 17 corridas?

  2. Petter27

    2 Maio, 2020 at 16:05

    E Portimão, não seria muito melhor? Melhor desde logo na pista, que é simplesmente (como o consideram todos os pilotos que lá guiaram, sem excepção) a melhor ou das melhores do mundo, acima até de SPA; melhor pelas infraestruturas e condições logísticas para realizar uma prova em segurança neste contexto, e melhor, acima de tudo pelo público, PORTUGUÊS, o único povo Europeu que mostrou ser capaz de adoptar procedimentos para cabalmente conter a pandemia, e o único país onde ninguém teve de morrer por falta de assistência. Mostramo-nos capazes de fazer o tipo de coisa que os povos germânicos gostam de arrogar para si (mas eles claro, como sempre, fecham os olhos, esse racismo é-lhes tão natural como respirar).

    • Pity

      2 Maio, 2020 at 17:52

      Completamente de acordo mas penso que a Liberty preferiu os circuitos que já tinham contrato, o que se compreende.
      O que pode vir a acontecer, e nunca devia ter deixado de acontecer, é existir um circuito de reserva, para o caso de alguma prova não se poder realizar, e aí Portimão estará na linha da frente.

    • Frenando_Afondo™

      2 Maio, 2020 at 19:12

      Mas a Alemanha está a ser dos países mais eficazes na luta contra o vírus, acho que podem ser arrogantes nesse sentido…

  3. jose melo

    2 Maio, 2020 at 21:12

    Só quando vir. E não é por um ou outro dizer que faz que se pode estabelecer um calendário, pois depende dos governos desses países, ou melhor dito do que se está a passar nesses países. E do que acima li da Pity, começo a ter dúvidas que se faça Singapura, Rússia, Brasil, Japão e USA. Desde logo porque alguns destes países já disseram que F1 só com público, mas a situação nesses países está a agravar. Outros, mesmo à porta fechada, e porque estão a proibir todo o tipo de desportos, também são uma incógnita.
    E depois a pergunta “do milhão de euros”? Que acontecerá se algum membro de alguma equipa acusar o vírus? Que obrigará à necessária quarentena. Para-se tudo, ou vai-se fazendo com as equipas que forem restando? Que imagem fica/ficará da F1?
    Na minha opinião, e não sei se é o que se passa nos bastidores, não sei se não é de dizer às equipas: tentem segurar os patrocinadores e negoceiem se for preciso, mas este ano não há nada.
    A FIA, a FOM e a Liberty que resolvam alguns problemas financeiros que possam existir, porque dinheiro não lhes falta, e que nunca se esqueçam que nos tempos atuais o ativo denominado risco reputacional é gigante, nomeadamente para quem investe.

    • Daniel Sousa

      3 Maio, 2020 at 6:08

      Concordo que é um grande risco iniciar este campeonato, mas sinto que existem métodos para que não haja casos de infecção entre as equipas. Acho que o desgaste mental pode ser terrível porque talvez todo o paddock seja impedido de estar com a família. Se um caso der positivo , todas as pessoas que tiveram contacto com essa pessoa têm que ser isoladas. Gostava de saber das medidas de higiene e segurança que cada equipa terá na box, parece-me o mais difícil.

  4. [email protected]

    3 Maio, 2020 at 9:11

    Mas afinal faz-nos falta a Formula 1? Ou o desporto automóvel? Ou qualquer outro desporto de competição? Faz falta sim a pratica salutar do desporto. A competição não é saudável sendo promotora de atritos e estados de ansiedade nocivos a todos. Alem disso, quwm assiste nao tem parte activa. Qual a diferença para as arenas da antiga Roma com gladiadores a matarem-se para gáudio das assistências?

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