Evoluir… Este é o objectivo central da Renault na F1 para 2018. A marca do losango voltou a entrar na F1 em 2016, espicaçada pelas criticas da Red Bull. A parceria com os homens de Milton Keynes azedou bastante com a entrada das unidades motrizes turbo-híbridas e o coro de críticas por parte dos responsáveis da Red Bull não agradou nada aos franceses que resolveram voltar à F1, quase por uma questão de honra (claro que não terá sido apenas esse o motivo pois não se entra na F1 por questões emocionais apenas mas terá sido um dos catalisadores da decisão da marca).
A estrutura da Lotus, que estava já numa fase descendente, serviu de base para o regresso dos homens de amarelo, e desde então tem sido feito um trabalho de recuperação de várias áreas de forma a igualar as equipas de topo. 2017 já mostrou um pouco mais do que a equipa pode ser capaz e mostrou também o muito trabalho que ainda há para chegar ao ansiado título.
O caminho ainda é longo mas para 2018 a vontade é tentar bater-se de igual para igual com a McLaren para assim chegar ao nível da Red Bull em 2019. Quem o afirma é Cyril Abiteboul, chefe da equipa:
” Sabemos que temos um deficit substancial para a Red Bull em termos de chassi, de aerodinâmica e da nossa plataforma mecânica . Conhecemos a Red Bull muito bem e por isso são um ponto de referência fantástico. Penso que eles têm um dos melhores chassis, se não o melhor chassis do grid. A McLaren é um pouco mais desconhecida para nós, por isso é muito difícil comparar. Será um ponto de referência interessante. Acho que em termos de capacidades globais, no decorrer deste ano devemos ser capazes de igualar o andamento da McLaren. Ainda estamos numa fase de crescimento. Em 2019 poderemos estar em condições de estar ao nível da Red Bull.”
Abiteboul espera que as distâncias sejam as mais curtas possíveis mas dada a performance mostrada em 2017, será uma árdua tarefa para os franceses encurtarem as margens para a Red Bull que este ano deverá ter um chassis bem mais competitivo desde início, comparativamente a 2016 e 2017, em que começaram de forma menos positiva. Mas o esforço e a evolução da Renault são pontos muito positivos para a F1 e para a competitividade do campeonato que se aproxima.












