Nico Hülkenberg foi o piloto escolhido para suceder a Mick Schumacher na Haas em 2023. Fazendo dupla com Kevin Magnussen, que também regressou à Fórmula 1, e à equipa norte-americana, depois da saída no final da época de 2020, Hülkenberg por diversas vezes tinha dito que não tinha grandes esperanças no retorno ao mundial. No entanto, Günther Steiner decidiu fazer regressar o piloto alemão em vez de procurar um estreante capaz ou manter Schumacher.
Para o antigo piloto da Jaguar, Jordan, Williams e Red Bull na Fórmula 1, Mark Webber salienta que a decisão, por mais surpreendente que seja, mostra o estado atual da equipa de Fórmula 1 e o que procura para seus pilotos.
“Estou um pouco surpreendido para ser honesto”, disse Webber ao Channel4 sobre a mudança de Hülkenberg para Haas. “Penso que, neste momento, é uma fraca reflexão sobre os talentos que estão abaixo [da Fórmula 1]. Penso que não há pilotos em que se possam apoiar [a Haas] para fazê-los subir e substituir Mick”.
Apoiando-se na ironia, Webber salientou que “Sabemos que Günther acabou com os estreantes. Quer a outra extremidade da escala e escolheu um veterano. Nico não vai bater com o carro, vai ser perfeito no próximo ano”. O antigo piloto australiano, curiosamente responsável pela carreira do estreante na próxima época na McLaren, Oscar Piastri, acrescentou, ainda com alguma ironia, que Hülkenberg “está a perder algum peso neste preciso momento”.
Sobre o futuro de Mick Schumacher, Webber acredita que a união Mercedes-Schumacher seria bom, tanto para a equipa como para o piloto, agora que ficou sem lugar como piloto principal na Fórmula 1.













Nem gosto do Webber mas acho que tem toda a razão.
Confesso que não me faz sentido a ida de Hulk para a Haas, acho que é perfeito no papel de supersub mas não como piloto a full time, além do mais, sempre pensei que o 2º carro seria para um piloto da esfera Ferrari. Percebo (acho que percebo) o ponto de vista de Steiner, (evitar custos de acidentes/pontuar mais) mas lá por Schumacher ter batido mais que a conta não quer dizer que Shwartzman fosse fazer o mesmo.
Esta ideia de se colocar um jovem piloto na equipa, só porque sim, é que não faz sentido.
Se o objectivo é cometer menos erros e estabilizar a equipa, vejo no Kmag e no Hulk uma boa dupla de pilotos.
O Gunther sabe bem o que é ter jovens talentos sem “estaleca” para competir na F1, e foi ele quem teve de lidar com isso.
Colocar campeões e vice campeões (ou até 3º ou 4º colocados) de F2 na F1 não é colocar jovens pilotos “só porque sim”…se depois se chega à conclusão que não têm “estaleca” é outra coisa.