Depois de se ter ficado a saber ontem que a FIA tinha rejeitado o apelo da Red Bull, os Comissários Desportivos referiram-se ainda a “alegações feitas na carta do concorrente”, mas que devido ao facto do pedido ter sido indeferido, não fariam comentários sobre essas alegações. Ora bem, hoje sabe-se o que foram essas alegações: relacionavam-se com a imparcialidade dos Comissários Desportivos da FIA.
Neste longo ‘qui pro quo’ entre a Red Bull e a Mercedes, vão a pouco e pouco sabendo-se pormenores que deixam transparecer que houve do lado da Red Bull alguma, chamemos-lhe ingenuidade ao tratar deste assunto.
A Mercedes emitiu ontem um comunicado a criticar a conduta da Red Bull, dizendo que este fez uma “tentativa concertada de manchar o bom nome e a integridade desportiva de Lewis Hamilton”, facto que já levou Horner a dizer que a Red Bull nunca acusou Hamilton de deliberadamente atirar Verstappen para fora de pista.
Contudo, a sequência de declarações que vieram a público e nunca foram desmentidas, levam muitos a crer que era precisamente isso que Red Bull defende.
É lógico que esta ‘nega’ dada à Red Bull encerra o assunto, o facto dos carros já terem rodado em pista, também afasta as atenções, mas a Red Bull parece sair um pouco ‘chamuscada’ do assunto. No final Horner disse ao The Race: “Temos de pensar na FIA como um júri e, claro, não queremos que esse júri seja influenciado de uma forma ou de outra antes de tomar a decisão. Foi-nos dada a garantia absoluta de que não era esse o caso. Os esclarecimentos resolveram as nossas preocupações”.












