Foi uma situação “tensa” admitiu Helmut Marko em entrevista ao Auto Motor und Sport acerca do anúncio da saída da Fórmula 1 por parte da Honda, que era na altura o parceiro e fornecedor de unidades motrizes da equipa e assim como da AlphaTauri. Os nipónicos decidiram deixar a competição numa primeira ocasião, que como sabemos acabou por não acontecer, mas os responsáveis da Red Bull ficaram sem um fornecedor de motores, o que levou a criarem a Red Bull Powertrains como solução para não ficarem dependentes.
“É uma situação tensa que tem uma história”, disse Helmut Marko sobre a primeira decisão do parceiro da Red Bull em sair da F1. “Quando a Honda anunciou sua retirada há dois anos, não tínhamos nada. A Honda nem queria fornecer o motor que tinha. Conseguimos gradualmente transformar isso numa cooperação como a que temos hoje”.
O responsável da Red Bull garantiu que “para proteger nosso futuro, construímos a nossa própria fábrica de motores”, numa altura em que “em Sakura, mais uma vez, o mesmo da Honda. Quando se tratava de quem faria o quê a partir de 2026, as coisas ficaram difíceis. Pensava-se que a Honda só faria a parte elétrica, mas não conseguimos chegar a um acordo, mas vamos ver. Será tomada uma decisão em breve”. Helmut Marko refere-se à já anunciada possibilidade da Honda regressar à Fórmula 1, depois de se ter registado como fabricante de motores, para o novo regulamento de motores que está previsto para 2026.
Sobre a possibilidade da Red Bull vender a AlphaTauri à Honda para a sua entrada em 2026, Marko salientou que isso não será possível se os nipónicos não tiverem uma “sinergia connosco”, ou seja, se a Red Bull montar um outro motor nos seus carros que nada tenha de Honda. O austríaco vai ainda mais longe e garante que “quando pergunto por aí, todos os fabricantes de motores, da Audi à Renault, querem uma segunda equipa. Não sobra muito para a Honda”. Para reforçar a ideia de não vender a AlphaTauri, Helmut Marko avisa que a Red Bull Powetrains necessita de duas equipas para obter mais informação acerca do seu motor, trata-se de um “fator importante em termos de desenvolvimento e fiabilidade. Os problemas são resolvidos mais rapidamente com duas equipas”, concluiu.











