A jornada tripla que incluiu as provas do México, Brasil e Qatar chegou finalmente ao fim. Três semanas de competição intensa, recheadas de incidentes dentro e fora de pista. Das dez equipas que fazem parte do campeonato, algumas beneficiaram desta sucessão de provas e outras ficaram a perder.
A Red Bull foi uma das equipas que mais beneficiou. A Mercedes chegou ao México com uma vantagem de 23 pontos, mas no fim destas três jornadas a diferença entre os Flechas de Prata e os Bull´s diminuiu para cinco. A ideia de que a Mercedes ficou a ganhar no conjunto das três corridas fica assim desfeita, isto quando nos referimos apenas às contas do campeonato de construtores.
A grande beneficiada nestas contas foi a Ferrari, que em três corridas ultrapassou de forma clara a McLaren. As distâncias entre as equipas nunca foram grandes e à chegada ao México, a McLaren estava na frente com quatro pontos de vantagem. Mas uma série de três corridas pouco conseguidas por parte da estrutura de Woking e três provas positivas por parte da Scuderia fizeram a balança pender para o lado da Ferrari que tem agora 39.5 pontos de vantagem, praticamente encerrando a questão da luta pelo terceiro lugar.
Esta jornada tripla poderia também ter sorrido à Alpha Tauri, que se aproximou da Alpine, mas o excelente resultado no Qatar deu uma vantagem de 25 pontos à equipa francesa, um balão de oxigénio importante antes das duas últimas corridas. A Alpha Tauri chegou ao México com dez pontos de diferença, mas conseguiu reduzir a desvantagem para zero, com as equipas a lutarem taco a taco. Com este resultado a Alpine já tem uma mão no tão desejado quinto lugar.
Com o sétimo lugar praticamente garantido pela Aston Martin a única luta de interesse abaixo desse posto é entre a Williams e a Alfa Romeo. A Alfa conseguiu reduzir a desvantagem de 16 para 12 e apesar do favoritismo nesta luta se manter do lado da Williams, a Alfa ainda poderá ter algo a dizer sobre isso.
Nas contas do campeonato de pilotos, Lewis Hamilton encurtou as distâncias e as provas do Brasil e Qatar permitiram reduzir a distância de 12 (no começo da jornada tripla) para 8 pontos. Valtteri Bottas ficou com o seu terceiro lugar em risco e apesar dos elogios à sua forma após a assinatura pela Alfa Romeo, as boas prestações têm se limitado à qualificação, pois em corrida tem perdido terreno para Sergio Pérez que estava a 35 pontos do finlandês quando chegou ao México e que agora está a apenas 13 pontos do #77.
Lando Norris (5º classificado) foi também dos que mais perdeu nesta sequência de três corridas, com o abaixamento de forma da McLaren, aliado a prestações menos conseguidas (México e Brasil) com algum azar à mistura (Qatar). A vantagem de 21 pontos que tinha para Charles Leclerc esfumou-se e é agora de apenas um ponto e a vantagem de 26.5 pontos que tinha para Carlos Sainz é agora de apenas 7.5 pontos.
A luta pelo oitavo lugar também começa a complicar-se para Daniel Ricciardo que viu a diferença de pontos para Pierre Gasly passar de 31 para 13. Fernando Alonso também se aproximou desta luta e os 47 pontos de diferença para o australiano são agora 28.
Esteban Ocon afastou-se da concorrência e está agora mais confortável no 11º posto e Sebastian Vettel viu o seu colega de equipa Lance Stroll aproximar-se com a diferença de 16 pontos a passar para apenas 9.
Este é o balanço destas três corridas. Faltam agora duas provas para o fim do ano.














