O facto de Lewis Hamilton e a Mercedes ainda não terem rubricado um novo contrato não deve ser entendido como um problema, mas sim algo decorrente duma nova situação na Mercedes que passou duma percentagem de 60% nas ações da equipa para apenas 33%. Como se sabe, a Ineos de Jim Ratcliffe passou a ter 33%, os mesmo que têm agora a Mercedes e Toto Wolff, que aumentou um pouco a sua participação anterior que era de 30%.
Portanto, o contexto mudou, as partes são agora diferentes e sendo verdade que a atrasar o processo pode estar o valor do novo contrato que Lewis Hamilton quer, a verdade é que não é de estranhar que este processo se esteja a arrastar. Meteu-se o Natal, o Ano Novo, nada de estranho. Mas a questão deve evoluir nos próximos dias, ainda que também não seja de estranhar que seja necessária mais ponderação
ao das partes. Ou seja, e resumindo. Nem tudo terá a ver com o valor pedido por Hamilton.
Claro que o inglês estará interessado num bom contrato, mas a Daimler foi forçada a fazer despedimentos devido à pandemia e está a proceder a mudanças estruturais na indústria, por isso tem que ponderar melhor o que fazer, se bem que a entrada em vigor do teto orçamental vai permitir-lhe poupar muito dinheiro. Portanto não será tanto uma questão de não querer gastar tanto, mas talvez o impacto que isso terá na sua empresa, dar um contrato com valores tão elevados num momento destes. Depois há a Ineos, sendo que não sabemos até que ponto esta quererá intervir e como. Não faz sentido um não acordo. Tanto Hamilton como a equipa o querem. A todos parece que a probabilidade de Lewis Hamilton sair da Mercedes é mínima, mas nunca se sabe…











