Lando Norris revelou ter ficado surpreendido com o impacto da componente elétrica nos novos Fórmula 1 de 2026, descrevendo a experiência ao volante como “um choque para o corpo” após os primeiros testes em Barcelona.
Durante o shakedown no Circuito de Barcelona-Catalunya, no qual participaram dez das onze equipas, Norris teve o primeiro contacto real com o McLaren MCL40. O campeão mundial em título explicou que a aceleração e a entrega de potência são significativamente superiores às da geração anterior, embora a carga aerodinâmica em curva seja menor, exigindo novas abordagens na condução e na gestão de energia.
O britânico salientou que, em voltas de qualificação, os pilotos poderão ser obrigados a levantar o pé em determinados pontos para poupar bateria, algo pouco habitual na Fórmula 1. Em Barcelona, curvas que antes eram feitas a fundo passaram a exigir cautela, o que, na sua opinião, poderá criar novas oportunidades de ultrapassagem e alterar as estratégias de corrida, sobretudo em função dos pneus e da gestão energética.

Lando Norris, citado numa conferência de imprensa no McLaren Technology Centre, em Woking, afirmou:
“Sente-se mais a potência. Tens um pouco menos de aderência, mas mesmo quando não estás limitado por isso e vais em terceira, quarta ou quinta, quando estás a usar toda a bateria, se a deixares ir, chegas aos 370 ou 380 km/h. Os carros podiam fazer ainda mais, mas a bateria acabava.”
“Parece ser mais rápido. Para o pescoço não é tanto nas curvas, porque por agora são mais lentas, mas no primeiro dia a aceleração e as forças G para a frente foram uma surpresa, um choque para o corpo. Foi claramente um salto na aceleração e no esforço físico.”
“São divertidos. É diferente. Numa volta de qualificação podes ter de aliviar um pouco, o que não é algo que estejas habituado. Começar uma volta e não ir a fundo na última curva porque estás a poupar bateria, e depois voltar a levantar, não é a forma normal de pensar.”
“Algumas curvas que eram a fundo já não são. A curva 9, a 3 e a última em Barcelona eram praticamente a fundo no ano passado. Este ano tens de aliviar bastante. Isso pode criar mais lutas. Ainda há muito por descobrir, incluindo estratégias e pneus.”










