Os rumores da entrada na F1 da Porsche não são recentes, mas têm aumentado de intensidade nas últimas semanas. Um responsável da marca confirmou o interesse, mas diz que a decisão ainda não está tomada.
A Porsche tem estado sentada na mesa das conversações sobre as novas unidades motrizes que entrarão em cena em 2025 e tem acompanhado com grande interesse as mudanças no Grande Circo. Apesar de defender que são necessárias mais mudanças, Thomas Laudenbach, vice-presidente para o Motorsport da Porsche, admitiu abertametne o interesse da marca.
“Não é segredo que estamos a pensar na F1. Não é um segredo que estamos a falar com a FIA e não é um segredo que estejamos, digamos, seriamente a considerar entrar na competição. Mas ainda não há uma decisão tomada. Pelo que sei, muitas coisas estão a ir na direção certa relativamente à Fórmula 1 – quão importante é a eletrificação ou a parte elétrica da unidade motriz. Gostaríamos de ver mais peças padrão no motor e mais liberdade nas peças elétricas. Sim, muitos dos fatores que mencionei, pelo que sabemos, podem estar a tornar-se realidade. Uma coisa é clara, se tal decisão for tomada, não se pode esperar muito mais, porque se quisermos correr em 2025, é preciso começar numa determinada altura. É aí que nós estamos. Se alguém pensa realmente em entrar neste campeonato como fabricante de unidades motrizes, deve sempre combinar isso com uma grande mudança nas regras, para que todos tenham de dar um passo e você não seja o único. Também não é segredo que se olharmos para os valores de visibilidade e para a base de fãs e valor publicitário, a Fórmula 1 é extremamente boa em comparação com outras séries. Não há dúvidas quanto a isso”.
Assim, a Porsche parece convencida do lado do potencial de marketing da F1, mas falta a componente técnica, que para os germânicos vai numa posição oposta ao que existe atualmente. Hoje em dia, os motores são o coração da operação da unidade motriz, e a eletrificação é um componente extra, de grande importância certo, mas que ainda não tem o peso que a Porsche pretende. Nas novas unidades motrizes, a Porsche quer tirar o protagonismo ao motor de combustão e dar mais ênfase à parte elétrica, um compromisso que a F1 parece também querer fazer. Resta a dúvida se a F1 quer realmente tirar tanto peso ao motor de combustão interna ao ponto de o tornar quase numa peça estandardizada, como pretende a Porsche, uma vez que o investimento nos combustíveis sintéticos está a ser feito. Mas a Porsche está interessada em construir unidades motrizes e a entrada de um nome com tanto peso na industria automóvel mundial é algo que certamente agrada à F1 e comprova o bom trabalho que tem sido feito.









