Fala-se disso, ainda muito em surdina, mas o que se diz faz sentido. A Porsche rumar à Fórmula 1 em 2021, através da compra da Red Bull, sendo ela própria construtora de motores, a ‘tal’ nova fórmula que está agora a ser discutida. Logicamente, para já ninguém fala dessa possibilidade, mas a verdade é que olhando para o ‘filme’, o argumento faz todo o sentido, pois há muito que o Sr. Dieter Mateschitz está desagradado com a F1 (desde 2014 para cá) e quinze anos (2005-2020) podem ser suficientes para a Red Bull entender que o seu tempo na F1 chegou ao fim. Até aqui a Red Bull foi quatro vezes campeã de Construtores (2010, 2011, 2012, 2013) e outras tantas de Pilotos, sem com Sebastian Vettel (2010, 2011, 2012, e 2013), como se percebe um palmarés muito rico.
E até pode manter-se como patrocinador da equipa oficial da Porsche, e continuar a beneficiar com essa ligação. E ninguém se admirava que Milton Keynes fosse simplesmente ‘pintada’ de Porsche, dando sequência a tudo o que lá se faz desde 2005. Basicamente o que mudava… era o patrão. Independentemente do que irá suceder, todos sabíamos que a passagem da Red Bull pela Fórmula 1 seria sempre ‘efémera’, pois não se suporta nas mesmas bases que ‘uma’ Williams ou McLaren, para já não falar da Ferrari, claro.
Portanto, se acontecer mesmo esta mudança de dono, os adeptos da Fórmula 1 vão adorar, pois uma marca como a Porsche diz-lhes muito mais do que uma marca de bebidas energéticas, mesmo tendo dado (e continua a dar) tanto à F1 e a todo o desporto automóvel.
Para a Liberty Media seria um sonho, ter a Porsche no barco, como equipa oficial, o que não sucede desde 1962, sendo que convém também não esquecer as fabulosas ligações da McLaren/TAG-Porsche de 1984 a 1987. Seria uma ligação que faz sentido para todos nós, resta agora aguardar que possa também fazer sentido para os homens de Weissach.
Foto Sean Bull Design










