A história da Mercedes na F1 desde o começo desta era híbrida é feita de sucesso. Os números da equipa germânica são avassaladores: São 84 vitórias em 115 GP desde 2014 até agora o que equivale dizer que 73% das corridas feitas desde 2014 foram vencidas pela Mercedes.
Mas houve algo que nunca aconteceu desde então… A Mercedes ficar quatro corridas seguidas sem vencer. Desde 2014 que este domínio tem sido interrompido pontualmente: Daniel Ricciardo na Red Bull foi o primeiro a conseguir duas vitórias consecutivas frente aos poderosos Mercedes em 2014; Foi preciso esperar até 2017 para que surgisse uma sequência de duas vitórias para outra equipa sem ser a Mercedes, neste caso patrocinada por Sebastian Vettel (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull); Em 2018 foi a primeira vez que a Mercedes ficou três corridas sem vencer, logo no início da época, sequência que se repetiu agora com o ressurgimento da Ferrari na segunda metade da época.
A Ferrari ganhou um ímpeto novo, as melhorias no carro funcionaram e agora parece que a Scuderia encontrou o equilíbrio certo entre a velocidade de ponta e o apoio aerodinâmico. A Mercedes não costuma permitir este tipo de veleidades, mas neste momento a Ferrari parece ter ganho o estatuto de favorita para Sochi, uma pista com pistas longas, que favorecem a poderosa unidade motriz italiana, e curvas de 90º à semelhança de Singapura, onde foram competitivos.
Se a Ferrari, ou a Red Bull (mais difícil, tendo em conta as penalizações que irão sofrer) conseguirem suplantar a Mercedes, será feita história. No entanto em Sochi a Mercedes só sabe ganhar e em cinco provas realizadas em solo russo, a Mercedes conta cinco vitórias. É o local ideal para que os Flechas de Prata voltem a impor o seu domínio… ou a Ferrari começar definitivamente a bater o pé à Mercedes e iniciar uma luta há muito desejada.










