A Pirelli não deverá usar os pneus testados em Barcelona com uma construção especifica para fazer frente às exigências de Zandvoort.
A Pirelli e a F1 querem evitar o que aconteceu em Indianapólis, quando os carros equipados com pneus Michelin tiveram de abandonar a corrida por não estarem garantidas as condições de segurança. A exigência das curvas inclinadas colocou em risco os pilotos que usavam pneus da marca francesa.
O renovado traçado de Zandvoort tem agora duas curvas com inclinação superior à inclinação da pista de Indianpólis e os responsáveis da Pirelli estudaram a possibilidade de usar um pneu com uma construção diferente para aguentar as exigências das mesmas. Mas depois dos testes de Barcelona, a Pirelli parece não estar muito inclinada para usar o protótipo testado:
“Queríamos aproveitar a oportunidade do teste de Barcelona para recolher mais dados”, disse Mario Isola, chefe da Pirelli. “ Mas de momento não posso dizer que vamos usar o protótipo. Eu acho que vamos usar o pneu normal. Mas pelo menos fizemos o teste e estamos felizes com os resultados. Tanto a linha de base, em pressão mais alta e com o protótipo. Então, temos os dois caminhos abertos.”
“Os nossos engenheiros irão com nosso laser para medir o atrito do asfalto”, disse Isola. “Esse é um parâmetro importante a ser considerado na decisão. É um dos parâmetros que levamos em consideração quando selecionamos os compostos, por exemplo. Nesse caso, já selecionamos os compostos e não vamos mudar. Mas o atrito do asfalto também define o nível de aderência, por isso é importante que saibamos disso antes de tomar a decisão sobre o protótipo ou não. “
“O plano é fazer o possível para entender com antecedência qual é a carga adicional nos pneus e assim reagir adequadamente”, acrescentou. “Assim que realizamos as simulações, podemos testar os pneus com nossa plataforma interna para entender qual é o nível de prescrições que precisamos impor às equipas”.












