A questão dos arranques, da necessidade de dar rotação aos motores e os perigos que isso pode acarretar foram abordados na conferência de imprensa dos pilotos, hoje, no Bahrein. E parece haver consenso de que as partidas não serão mais perigosas do que eram.
Valtteri Bottas explicou que a única preocupação que tem está relacionada com os carros que estão no fim da grelha não terem tempo para colocar o turbo à rotação certa. De resto não vê perigos acrescidos:
“Não é mais perigoso do que antes. A principal diferença é que hoje é que temos de manter as rotações altas durante mais tempo, para o turbo estar na rotação certa e acho que precisamos de resolver isso antes, porque a minha única preocupação é a seguinte: digamos que estás no fim da grelha no arranque. Assim que começas a dar rotação ao carro, a luz já estará acesa e não terás tempo suficiente para o turbo estar no nível certo antes de as luzes se apagarem. Mas isso é obviamente apenas um problema para os pilotos do fundo da grelha. Mas, tirando isso, penso que vamos encontrar soluções. Assim, deve ficar tudo bem“.
Lewis Hamilton fez questão de dar o seu contributo à resposta afirmando taxativamente que os arranques não serão mais perigosos:
“Definitivamente não é perigoso. E acho que devemos tirar essa conotação, porque é apenas um procedimento diferente. É apenas um procedimento mais longo do que era antes. Então, agora, se acender as cinco luzes, ainda estaremos lá parados por um pouco mais de tempo quando as luzes se apagarem. Mas consegues arrancar mesmo sem o turbo entrar em ação. Poderá haver pessoas a entrar em Anti-Stall (sistema que impede o motor de ir abaixo). Mas não acho que seja perigoso”.
Max Verstappen, bem ao seu estilo, deu uma solução para quem achar as novas largadas perigosas:
“Sempre podes largar da via das boxes se te sentires inseguro. Depois consegues alcançar o grupo na curva quatro de qualquer forma.”









