A Mercedes decidiu permitir que Lewis Hamilton e Nico Rosberg continuem a correr livremente na sua luta pelo título embora tenha apertado significativamente as ‘regras de conduta’. A ameaça de ordens de equipa pairou no ar, mas a Mercedes preferiu não enfrentar a ira dos adeptos, pois sabe as repercussões que impor ordens de equipa teriam nesta altura, e talvez por isso preferiu ser mais cuidadosa e preferiu, ao invés disso, apertar mais as regras de conduta. Só que, essas regras de conduta, não foram especificadas, e pode ter o exato mesmo efeito das ordens de equipa, sem que a Mercedes tenha revelado publicamente que ‘são’ ordens de equipa.
No seu comunicado a Mercedes refere “Esta liberdade surge com um dever dos nossos pilotos, que têm de respeitar os valores da equipa. Nas últimas cinco corridas houve três incidentes que custaram à Mercedes 50 pontos no Mundial de Construtores. Portanto, reforçámos as regras de conduta, e incluímos agora bastantes mais impedimentos para contactos entre os nossos dois carros. Com isto, confiamos que os nossos pilotos vão saber gerir melhor a sua situação em pista. O seu destino está nas suas mãos”
A Mercedes não explicou quais são os impedimentos, e isso faz toda a diferença. É bem diferente dizer a um piloto que não deve ser tão claro nas suas intenções como foi Nico Rosberg na Áustria face a Hamilton, ou dizer-lhe os carros não podem estar a mais de dois metros um do outro em pista, passe o exagero e fique a ideia.
Portanto, o que certamente há agora é a ameaça de ordens de equipa caso algo volte a suceder: “Os pilotos foram lembrados que podemos dar instruções durante a corrida para nos protegermos face a potenciais perdas de pontos para o Campeonato de Construtores, tal como fizemos este ano no Mónaco, quando Nico Rosberg foi instruído a deixar passar o Lewis. Se os pilotos não honrarem estas regras de conduta, podemos utilizar as ordens de equipa como último recurso”, lia-se no comunicado.










