“Irrealista”, foi assim que classificou Max Verstappen a proposta de reduzir o peso dos monolugares da Fórmula 1 do presidente da FIA na semana passada e apoiada pelo CEO da competição, Stefano Domenicali. Na antevisão do Grande Prémio do Canadá, foi pedida a opinião dos principais protagonistas da competição sobre o tema e, apesar de considerarem ser necessário tornar os carros mais leves e pequenos, os pilotos explicaram que o regulamento técnico atual e o que irá vigorar em 2026, caminha na direção oposta.
Em declarações ao Motorsport.com, Verstappen explicou que considera que será “um pouco irrealista conseguir isso porque, caso contrário, não teríamos este peso agora, certo? Além disso, em 2026, com a bateria maior, vai pesar muito mais, por isso não tenho a certeza se estamos a ir na direção certa. Mas serei sempre a favor de carros mais leves porque já gostei mais do carro de 2021 do que do que temos agora em termos de agilidade. Agora, o carro a baixa velocidade é quase como um barco”.
Fernando Alonso não foi tão fatalista quanto o seu colega de profissão e na conferência de imprensa do evento canadiano, considerou que “não altera muito o espetáculo” ter carros mais leves, acrescentando que “é mais o tamanho dos carros do que o peso dos carros, o que torna mais difícil as ultrapassagens, as lutas nas primeiras curvas da corrida, é difícil agora posicionar o carro, apenas por causa do tamanho, não por causa do peso do carro”. Ainda assim, o piloto espanhol diz que “vai ser difícil reduzir significativamente o peso, uma vez que os motores híbridos serão sempre mais pesados do que os motores normais e a segurança destes carros também é muito maior. Por isso, sei que há algum interesse em avançar nessa direção. Vamos ver o que conseguem fazer”.
Essa ideia de Alonso foi partilhada por Sergio Pérez, que disse em conferência de imprensa que “as dimensões deste carro, provavelmente, têm um maior impacto em circuitos como o Mónaco, onde se torna mais difícil correr. Mas, para além disso, penso que os pneus e o tamanho do carro são provavelmente um pouco grandes demais. Apesar de podermos seguir um pouco melhor, parece-me ser melhor para proteger, defender a nossa posição. Por isso, também gostaria de ter um carro mais leve, mas não acho que seja o principal problema para mim. É também o tamanho do carro que está a prejudicar um pouco as corridas”.
Lewis Hamilton chamou a atenção para o impacto que as novas jantes têm no peso dos atuais monolugares e diz que há mudanças que podem ser feitas para o próximo regulamento técnico. “O peso foi definitivamente longe demais. As nossas jantes este ano têm um peso ridículo. E não há necessidade. Já tivemos rodas leves no passado e, depois, as zonas de travagem são mais longas, mas penso que há algumas boas mudanças que podem ser feitas para o futuro. A decisão não é minha, obviamente”, disse o piloto britânico.










