O vice-presidente da Ferrari, Piero Ferrari, afirmou que o limite orçamental obrigatório da Fórmula 1, introduzido em 2021, tem restringido a capacidade da equipa de recuperar a sua antiga supremacia. O octogenário, filho de Enzo Ferrari, refletiu sobre como estas limitações financeiras influenciam a estratégia da Scuderia numa temporada particularmente desafiante.
A Ferrari não conquista um Campeonato de Pilotos desde 2007, nem um Campeonato de Construtores desde 2008. Apesar da chegada de Lewis Hamilton em 2025, a equipa ainda não venceu qualquer corrida este ano, com Charles Leclerc a garantir todos os cinco pódios da Scuderia. Antes da introdução do limite orçamental, a Ferrari podia investir grandes recursos para ultrapassar os rivais, algo agora mais difícil devido à regulamentação que visa nivelar a competição na F1.
— Scuderia Ferrari HP (@ScuderiaFerrari) August 8, 2025
“Hoje, é muito complicado porque não se pode gastar mais dinheiro para colmatar as diferenças”
“Penso que é uma questão de ciclos,” disse Ferrari à La Gazzetta dello Sport. “A F1 sempre funcionou assim, e quando se inicia um ciclo negativo, não se sabe quando se atinge o fundo. Hoje, é muito complicado porque não se pode gastar mais dinheiro para colmatar as diferenças. É preciso combinar uma série de fatores vencedores para mudar o rumo das coisas.”
Embora reconheça as dificuldades impostas pelo limite orçamental, Ferrari sublinha que estas regras se aplicam a todas as equipas, e a sua remoção poderia simplesmente permitir que rivais mais fortes financeiramente, como Red Bull ou Mercedes, aumentassem a vantagem.
Apesar do período prolongado sem grandes sucessos, Ferrari destacou a paixão e lealdade na equipa: “O espírito é o mesmo. Basta olhar para os funcionários: existe um forte sentido de pertença. Em Maranello, vê-se que continuam a usar os uniformes depois do trabalho, porque fazer parte da Ferrari é algo de grande valor.”
Para Piero Ferrari, a próxima era dourada da Scuderia é inevitável, sendo apenas uma questão de “quando” e não de “se”.









