O que se viu no passado fim de semana feito por Liam Lawson, o substituto de Daniel Ricciardo na RB, fazer, não permite dizer que foi claramente mais rápido que Yuki Tsunoda, mas podemos dizer com segurança que, mais lento não foi. O ano passado o neozelandês já tinha mostrado o que era capaz, nas cinco corridas em que substituiu o australiano, mas este (re) começo foi muito bom para si, e provavelmente entusiasmante para a equipa.
Num momento em que Sergio Pérez continua a evidenciar claras dificuldades, o desempenho prometedor de Lawson não só abre boas perspetivas a toda a estrutura da Red Bull que engloba as duas equipas, como tem tanto de promissora para o piloto como stressante para Yuki Tsunoda e problemática para Sergio Pérez.
Como é óbvio que as suas prestações têm que continuar a ser avaliadas nas próximas cinco corridas, mas, sem dúvida, isto levanta questões sobre a futura formação de pilotos das duas equipas, a Red Bull Racing e a Visa Cash App RB F1 Team.
Foi forte o regresso de Liam Lawson e isso, no mínimo, desafia a posição de Perez na Red Bull, porque inevitavelmente vai também ter efeitos em Yuki Tsunoda que tudo vai querer fazer para se ‘afastar’ em termos competitivos do seu novo colega de equipa, Liam Lawson, e tudo isto junto vão pressionar ainda mais o mexicano da Red Bull.
Em Austin, Liam Lawson teve uma boa prestação, garantindo um nono lugar, a sua velocidade e consistência ao longo do fim de semana demonstraram bem o seu potencial para ser um trunfo valioso para a Red Bull isto com Perez, pouco mais à frente que Lawson em pista, enfrentava dificuldades, valha a verdade, também por estar a conduzir um carro da Red Bull com especificações mais antigas.
A pressão sobre o mexicano é cada vez mais forte na mesma medida em que a McLaren e a Ferrari ganham terreno no campeonato de construtores.
Voltando a Lawson, desde os treinos livres que impressionou com o seu ritmo e consistência, na qualificação, apesar de se ter qualificado em 15º para o sprint, mostrou vislumbres do seu verdadeiro potencial, na Sprint Race o seu estilo de condução agressivo levou-o a uma batalha com Fernando Alonso e no Grande Prémio o forte desempenho foi notório, incluindo uma estratégia de paragem única bem executada, que lhe valeu um nono lugar. Na comparação com Tsunoda, em nada ficou a perder, classificações à parte, porque há muitos outros fatores que influenciam isso.
Portanto, este é um caso interessante a seguir até ao fim do ano, pois um dos dois pilotos da Visa Cash App RB F1 Team pode estar ao lado de Max Verstappen em 2025.









