Apesar de continuar a acreditar que continuar ao serviço da Mano no próximo ano é o melhor para a sua aprendizagem e carreira futura na Fórmula 1, Pascal Wehrlein tem noção de que os contratos de Lewis Hamilton e Nico Rosberg terminam em 2018, e que poderá surgir aqui a sua grande oportunidade de chegar a uma equipa de topo.
Questionado pelo Sport Bild sobre o caminho até agora, o alemão confessou que “ao início foi um grande choque”, mas que depois acabou por se habituar à ideia de andar no fim da tabela.
“Como campeão do DTM provavelmente não estava preparado para não esperar algo acima do 20º posto”, referiu o piloto de 21 anos, admitindo que não tem sido fácil lutar pelos lugares da cauda do pelotão.
Pascal Wehrlein é um dos grandes protegidos da Mercedes e a sua entrada foi ‘comprada’ graças ao acordo celebrado pela Manor com a marca de Estugarda, que assim se tornou sua fornecedora de motores. A sua aliança com a Mercedes continua de vento em popa, tal como a relação com o diretor desportivo Toto Wolff, o que significa as suas aspirações de chegar à ‘equipa principal’ continuam intactas. A ajudar a sua reputação está o facto de já ter conseguido pontuar este ano com a sua equipa.
“Sei que os contratos do Lewis e do Nico terminam no final de 2018. Não existe nenhum plano, excepto mostrar aquilo de que sou capaz. Se chegar à Mercedes após, por exemplo, dois anos com a Mercedes, seria muito bom, porque teria superado o enorme desafio de ajudar a equipa.Do mesmo modo, se mudar para outra equipa com o apoio da Mercedes poderia lidar com um companheiro de equipa mas experiente, e caso conseguisse acompanhá-lo ou até superá-lo, teria uma boa hipótese de conseguir um lugar na equipa da Mercedes”
O alemão não considera por isso que a luta por um lugar na equipa da estrela recaia entre si e o francês Estaban Ocon, atual colega de equipa e igualmente um pupilo da marca.
“Não é uma luta direta entre nós porque não existem lugares disponíveis na Mercedes no próximo ano. Mas sim, tenho a certeza que a Mercedes quer comparar-nos diretamente. Nesse sentido, o Esteban não parece ser melhor piloto do que eu, e ele é geralmente visto pelas pessoas como um piloto muito bom, o que obviamente é bom para mim”.












