Confirmada que foi a saída de Paddy Lowe da Mercedes, a mudança para a Williams ganha corpo, mas vai mais longe do que apenas a esfera da direção técnica, como acontecia na equipa campeã do mundo.
Segundo a publicação germânica Auto Motor und Sport, Lowe não se limitaria a ter o mesmo cargo de direção técnica que teve na equipa campeã do mundo, tornar-se-ia mesmo diretor geral na Williams, aproveitando a atual situação da equipa, que está em vias de perder o seu piloto mais experiente para a Mercedes
A publicação sugere que a saída de Valtteri Bottas é mais complicada do que parece e não se limita ao regresso de Felipe Massa à Williams, envolve uma compensação financeira à equipa de Grove por parte da Mercedes, que esta não está disposta a pagar.
“A Mercedes já deixou claro à Williams que não está disposta a pagar qualquer soma. Sabemos que Lowe não assumiria a posição de diretor técnico mas de chefe. Claire Williams assumiria a presidência. Supostamente Lowe também quer ser acionista da equipa”, assina Michael Schmidt no seu artigo no Auto Motor und Sport.
Para juntar mais ‘lenha para a fogueira’ o mesmo cronista refere que as negociações da Mercedes por Bottas podiam falhar e nesse caso a equipa de Brackley chamaria Pascal Wehrlein, apesar do alemão já ter sido anunciado como piloto da Sauber.
Esta teoria é de certa forma refutada por outros analistas, nomeadamente Vitaly Petrov, segundo o qual Wehrlein não possui a experiência desejada pela Mercedes. “Valtteri Bottas é uma boa opção para a equipa, Não seria fácil lutar com Hamilton se os carros se mantivessem os mesmos seria mesmo mais difícil. Mas com os novos regulamentos e um novo carro Bottas tem boas hipóteses de se bater de igual para igual com Lewis”, afirmou o ex-piloto à rádio russa Sport FM.
Nuno Barreto Costa









