A decisão de permitir a negociação entre a Alpine e Pierre Gasly, que mais tarde com a entrada de Nyck de Vries na AlphaTauri foi confirmada a troca de equipas, não partiu de Franz Tost, o chefe de equipa da estrutura italiana. Isso não parece ser novidade, porque Helmut Marko tem sempre a última palavra dentro do ‘universo’ Red Bull, mas Otmar Szafnauer revelou a relutância que o responsável da AlphaTauri demonstrou quando o chefe de equipa da Alpine lhe ligou por causa dos serviços de Gasly para 2023, após a saída anunciada de Fernando Alonso e o imbróglio com Oscar Piastri.
“Liguei ao Franz a perguntar: podes libertá-lo [Pierre Gasly]?”, disse Szafnauer, citado pela publicação GPFans. “Franz disse ‘Não’, e então eu disse, ‘Ótimo, estou contente por teres dito isso’, porque a última coisa que eu queria ouvir era, ‘Sim, mal posso esperar para me livrar deste tipo’. Ele disse: ‘Não, eu preciso dele’. Ele é um grande piloto. Eu não quero’. Eu disse: ‘Obrigado. Com todo o respeito, importas-te que eu telefone ao Helmut [Marko]? Ele pode ter uma perspetiva diferente. Por isso, telefonei ao Helmut”.
Como sabemos agora, os responsáveis da Red Bull apenas autorizaram a ida de Gasly para a Alpine depois de terem também eles confirmado a entrada de um piloto do mesmo calibre para a AlphaTauri. Colton Herta, piloto da Indycar, foi frequentemente falado e chegou mesmo a ser o alvo da estrutura, mas o negócio não foi concluído porque a FIA não concedeu a superlicença ao piloto a título excecional por não ter os pontos necessários. No entanto, tendo Pierre Gasly como alvo para a sua equipa, Otmar Szafnauer admitiu ter feito parte dessas negociações na sua fase inicial, tendo inclusivamente reunido com Colton e Bryan Herta em privado.











