Numa interessante conversa com o F1.com, Oscar Piastri não deixou nada por dizer relativamente à sua época de 2025, bem como quanto às expectativas para 2026. Como se sabe, o título escapou-lhe em 2025. Piastri chegou a liderar o mundial com 34 pontos de vantagem, mas viu o seu colega de equipa, Lando Norris, recuperar e sagrar-se o 35.º campeão da história da F1.
Isto sucedeu após uma montanha-russa de resultados e, apesar de ter vencido 7 Grandes Prémios e alcançado 15 pódios em 16 corridas, uma fase final difícil (6 corridas sem pódios) foi fatal para as suas aspirações ao título.
Aos 24 anos, o australiano encara agora as lições de 2025 como fundamentais, destacando o salto qualitativo de performance que deu em relação a 2024. Sobre a derrota no campeonato de 2025, Piastri demonstra a sua habitual calma, focando-se mais na evolução do que na frustração de ter perdido o título para o colega de equipa na fase final: “Para mim, era importante ter algum tempo para relaxar e provavelmente não pensar em corridas durante algumas semanas… Quando nos afastamos daquela competição feroz, é sempre mais fácil ver os momentos positivos. Aprendem-se definitivamente muitas lições duras quando as coisas não correm como queremos. Sou alguém que tenta tirar o que posso de qualquer situação, independentemente de quão boa ou má tenha sido.”
O desafio das novas regras
Piastri descreve os monolugares de 2026 como “bestas muito diferentes”: mais curtos, estreitos e com aerodinâmica ativa. Com a nova divisão de potência de 50% combustão e 50% elétrica, o piloto terá muito mais trabalho em pista, gerindo funções de “boost”, ultrapassagem e recarga.
Já sobre o novo regulamento e o trabalho em equipa, Piastri sublinha que a prioridade para 2026 é o desenvolvimento do carro, exigindo que os pilotos controlem os seus egos: “O mais importante é elevar o nível da equipa o mais rápido possível… Já provamos que conseguimos fazer isso, colocando os nossos egos de lado e focando-nos em tornar o carro rápido para, depois, podermos lutar pelos resultados que procuramos.”
Rivalidade e união na McLaren
A dupla Norris-Piastri garantiu à McLaren o bicampeonato de Construtores (2024-2025), mantendo um ambiente de trabalho saudável apesar da luta direta pelo título de Pilotos. Piastri reforça que a prioridade é elevar o nível da equipa rapidamente perante a mudança de regras, tal como fizeram em 2023, colocando o desenvolvimento do carro acima das ambições pessoais. Logicamente, o australiano espera continuar a desafiar Norris: “Houve um momento que foi provavelmente mais desafiante do que divertido, mas, olhando para trás, a oportunidade que ambos tivemos de lutar por um campeonato foi um ano incrível… Mantivemo-nos ativos um ao outro o ano todo e tenho a certeza de que isso vai continuar enquanto formos colegas de equipa.”
O que fica claro nestas frases que Piastri disse ao F1.com é que não está “ferido” pela derrota, mas sim mais calculista. Ele encara 2025 não como um fracasso, mas como a prova de que tem o que é preciso para ser campeão em 2026, desde que a McLaren acerte no novo conceito de carro. Após as férias na Austrália, Piastri sente-se agora totalmente “revigorado” e pronto para a complexidade técnica que o novo regulamento exige.
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