Já há muito tempo que a Williams não apresentava uma dupla de pilotos tão forte. Alex Albon e Carlos Sainz vão representar a mítica estrutura britânica num upgrade tremendo face ao que tem sido a realidade da equipa nos últimos anos.
É preciso recuar 10 anos para ter uma dupla tão capaz como a atual. De 2014 a 2016 a Williams tinha como pilotos Felipe Massa e Valtteri Bottas, este último ainda a dar os primeiros passos. E se olharmos para a experiência dos pilotos, é preciso recuar ainda mais, talvez até aos tempos de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher (2004).
Alex Albon já tem 106 GP feitos e Carlos Sainz tem 209, pelo que não falta experiência à dupla da Williams. A qualidade também está lá e quer Albon, quer Sainz são pilotos já reconhecidos e com capacidade para levar a equipa longe. Não falta talento ao volante, mas a época 2024 foi muito dura em vários aspetos. Competitivamente, a equipa esteve longe do que mostrou em 2023, onde teve alguns rasgos muito positivos. Em 2024 vimos uma Williams muito mais irregular, menos capaz de surpreender.
Os astros alinharam-se para que a equipa conseguisse uma das melhores duplas de pilotos da grelha. Falta “apenas”um carro minimamente competitivo. Já se sabe que James Vowles, diretor da equipa, aponta para 2026 e que 2025 será apenas um ano de transição, esperando-se que a nova era traga uma nova Williams. Mas 2025 não poderá ser tão mau ao ponto de desapontar os pilotos que poderão olhar para outras equipas, uma vez que o mercado está ainda muito fluído, com jovens pilotos a entrar, mas ainda com muitas interrogações sobre a sua capacidade. Vowles conseguiu juntar experiência e talento no cockpit. Mas o desempenho e, acima de tudo, o potencial para o futuro serão fundamentais para manter Albon e Sainz.










