F1: O regresso de Sebastian Vettel onde o pesadelo “começou”
O regresso a Hockenheim marca o regresso de Sebastian Vettel ao local onde a espiral de acontecimentos negativos se acentuou para o piloto alemão.
Foi em casa que Vettel desperdiçou uma vitória quase certa e que disse adeus à luta pelo título. Não se pode dizer que a sucessão de erros de Vettel tenha começado na pista alemã e já antes o #5 tinha estado envolvido em incidentes desnecessários, mas foi a partir daquela saída de pista na Sachs Curve que a situação do alemão piorou.
Sebastian Vettel nunca foi um piloto de se dar muito bem em lutas directas no meio do pelotão. Era insuperável em encontrar a afinação ideal do seu carro, fazer pole, largar bem e nunca mais ser alcançado. Uma fórmula repetida vezes sem conta nos quatro campeonatos que conquistou. É injusto dizer que todas as vitórias que conseguiu foi sob este modus operandi e basta recordar a corrida em Interlagos 2012 para ver que o piloto sabe navegar o trânsito. Mas talvez a pressão a que ficou sujeito na Ferrari e a expectativa que carregava, tenham sido os catalisadores para uma série de erros pouco comuns para um piloto com a sua qualidade.
Só em 2018 vimos decisões menos acertadas no Azerbaijão, França, Alemanha, Itália, Japão, EUA, custaram a luta pelo título e acentuaram uma tendência negativa.
Sebastian Vettel é tetracampeão por mérito próprio. Vencer quatro títulos na F1 merecerá sempre uma distinção especial e não está ao alcance de todos. Vettel é um piloto inteligente fora de pista, rápido e capaz de colocar a equipa toda em seu redor em luta por vitórias. O problema é que quando baixa de produção e a equipa inevitavelmente procura outras referências. Aconteceu assim na Red Bull quando Daniel Ricciardo soube aproveitar e se tornou na prioridade e está a acontecer o mesmo na Ferrari agora com Charles Leclerc. Vettel gosta de ser o nº1 e trabalha melhor assim. Quando perde o foco da equipa sente-se desprotegido e perde consistência.
Vettel precisa de reencontrar-se e afastar toda a pressão. Não terá tarefa fácil pois o monolugar da Scuderia não está ainda ao seu gosto. A sub-viragem do SF90 tem sido uma dor de cabeça que nem Vettel nem a Ferrari tem conseguido resolver. E enquanto Leclerc tenta encontrar soluções “no braço”, Vettel parece algo resignado. Ainda assim segue optimista para o GP da Alemanha:
“Temos que compensar o ano passado, sobretudo eu. Estou ansioso por correr em Hockenheim, onde o ambiente é sempre fenomenal. Lembro-me de muitas bandeiras alemãs na pista do ano passado.”
“Em termos de pista, parece bastante simples à primeira vista”, acrescentou. “Especialmente a última parte é muito agradável, mas também é muito técnica. Há muitos fãs lá e eu acho que é definitivamente o destaque da pista.”
“Não levaremos nenhuma actualização específica”, disse ele, “Estudar os dados da última corrida em Silverstone forneceu informações úteis na nossa busca para obter uma melhor compreensão do nosso carro.”
“Esperamos ter uma boa prova, especialmente depois da corrida do ano passado aqui, quando a vitória nos escapou no final de um fim de semana, onde nossa performance estava definitivamente à altura da tarefa.”
Uma vitória em sua casa, seria certamente o tónico ideal para encontrar o caminho da recuperação, afastar fantasmas e voltar a ser o Vettel que pode e dever ser. Faz falta o Vettel do passado, com chama, com alma e com determinação. Talvez Hockenheim seja o final de um ciclo negativo. Seria bom para Vettel, para a Ferrari e… para a F1.
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