Andrea Kimi Antonelli, nascido em 2006, tornar-se-á o mais jovem piloto de F1 na grelha de 2025, ao entrar para a Mercedes para substituir Lewis Hamilton, que se transferiu para a Ferrari. Antonelli, que a Mercedes descobriu aos 11 anos, subiu rapidamente nas categorias de iniciação, garantindo dois campeonatos de F4 em Itália e na Alemanha em 2022, seguidos de um título de Fórmula Regional Europeia (FRECA) em 2023.
Apesar da experiência limitada em monolugares, a Mercedes acelerou o seu desenvolvimento, transferindo-o diretamente para a F2 em 2024. A sua temporada de estreia na F2 com a Prema apresentou desafios devido ao novo carro e às dificuldades da equipa, mas Antonelli conseguiu garantir o sexto lugar no campeonato, vencendo uma corrida de sprint e uma corrida principal.
O conselheiro de desenvolvimento de pilotos da Mercedes, Gwen Lagrue, destacou a adaptabilidade, a maturidade e a liderança de Antonelli durante os fins-de-semana difíceis como caraterísticas fundamentais. Estas experiências, combinadas com o seu talento em bruto, prepararam-no para enfrentar o imenso desafio de substituir um sete vezes campeão do mundo.
“Com o Kimi, reparei rapidamente que ele já era um pouco diferente dos outros miúdos do karting”, disse Lagrue ao Motorsport.com. “Mas na altura o meu pensamento era: ‘Ok, ele é o melhor que posso ter no karting’, sem sequer pensar na Fórmula 1. Depois, quando fizemos o primeiro teste em monolugares, a forma como ele se adaptou tão rapidamente a praticamente todas as situações, começámos a ver que tínhamos alguém muito especial”.
“Claro que isso não significava que ele tinha tudo. Ainda é preciso trabalhar muito para o ajudar a crescer, para o orientar, para o deixar cometer erros. Faz parte do processo de aprendizagem. E depois, para mim, a Fórmula Regional desenvolveu-se muito bem recentemente em termos de preparação dos pilotos. Vimos ao longo dos anos que todos os miúdos que vinham dela – ou antes, quando se chamava Fórmula Renault Eurocup – para a F3 ou F2, estavam a ter um bom desempenho e, na maioria das vezes, eram eles que ganhavam”.
“Por isso, quando Kimi teve um bom desempenho na FRECA, não estava muito convencido de que a ida para a F3 o iria desenvolver mais, e queria também colocá-lo numa situação em que pudesse enfrentar mais desafios, e mandá-lo para a F2, claro, exigia um pouco de preparação”.
“Mas também foi para o colocar num ambiente em que ele tinha de encontrar um limite pessoal que nunca tinha enfrentado antes. Não estou a dizer que ele ganhava sempre facilmente, mas mais ou menos. Ele estava sempre a dominar em vez de andar atrás de alguém, mesmo que tivéssemos alguns bons concorrentes.”
“Ao fazer isso, estávamos a garantir que, primeiro, ele aprenderia a nova F2 com a ideia de, eventualmente, fazer mais um ano de F2 se fosse desafiante ou, dependendo da situação na F1, garantir que, pelo menos, aceleraríamos a sua preparação para a Fórmula 1”.
“Eu diria que, normalmente, há uma certa consistência em termos de equipas que lideram a F2, por isso sabemos que a Prema, a ART, a Carlin ou algumas outras são as equipas com que temos de trabalhar se quisermos ter resultados na F2”, explicou Lagrue. “Mas a nova F2 trouxe alguns novos desafios e vimos que as grandes equipas não se estavam a adaptar tão bem à F2″.
“A Prema estava a ter um desempenho muito bom e tinha engenheiros de topo. Pusemos o Kimi lá a pensar que o íamos colocar num ambiente muito forte e que, normalmente, iríamos obter bons resultados. E parece que tivemos um pouco de dificuldade”.
“Mas, de certa forma, também foi muito interessante porque ter o Kimi a lidar com estes desafios fez-nos descobrir uma parte dele que nunca tínhamos visto antes. Tivemos de o ajudar a lidar com fins-de-semana difíceis, o que nunca tinha acontecido antes. Ele estava habituado a ganhar sempre, ou a lutar pela vitória, e este ano foi a primeira vez que teve de lidar com o facto de não ganhar e de não ter um bom desempenho e, por vezes, até ter fins-de-semana muito, muito difíceis.
“E devo dizer que fiquei muito impressionado com a sua maturidade e liderança numa situação tão difícil. E, no final do dia, ele ainda fez uma temporada muito, muito forte na F2, considerando tudo o que tivemos de enfrentar este ano.”










Dizer que Antonelli vai substituir Hamilton, é pôr muita pressão em cima do jovem. Ele vai, isso sim, ocupar a vaga deixada pela saída de Hamilton, o que, embora pareça o mesmo, são coisas diferentes. Por muito especial que ele seja, 2025 será um ano de aprendizagem, de ambientação a uma disciplina muito exigente para em 2026, então sim, estar apto a lutar de igual para igual com os adversários. Ficarei surpreendida se ele enfrentar, já este ano, Russell cara a cara, mas, em 2007, também ninguém esperava que Hamilton enfrentasse Alonso como o fez, pelo que o melhor é… Ler mais »
Vai substituir mesmo e por certo com melhores resultados
Quando o Verstappen não tiver carro para vencer, o que pode acontecer já este ano, quero ver a sua conversa. Enaltecer os “nossos” não implica espezinhar os adversários.
Não estou a enaltecer nem a espezinhar ninguém. Mas o sete vezes sempre foi um fraude, ganhou uns poucos de campeonatos com uma vantagem mecânica tão grande que até tiravam potência ao motor para não parecer mal.
Eu estudei em Coimbra, houve um ilustre médico da cidade que enfiou o filho em medicina ao abrigo do estatuto de atleta de alta competição só que foi em hipismo, se calhar quem devia ter entrado era o cavalo. Quero com isto dizer que o mérito do sete vezes foi muito pouco.
Tristeza de comentário.
repetido
Sabe quantos testes, kms, ou com que carros andou o HAM rodar desde 1/12/04 até à estreia em 2007 ? Dou uma ajuda: Só nos testes de pré- temporada deste ano de 2007 fez 1011 voltas com o McL MP4- 22 que disputou esse mundial. Ao longo da época, mais 7714 kms.
Em 2007 o HAM foi beneficiado pelo ron face ao espanhol.
Só face a isto, como se pode comparar a estreia do Antonelli com a dele?
Foi beneficiado a partir do momento em que o Alonso fez birrinha numa qualificação, penso que na Hungria, antes disso, não. Sim fez muitos testes, mas testes são testes, ajudam a familiarizar-se com a equipa e o carro, a verdadeira performance vem em competição, não andando sozinho na pista. Também o Antonelli tem feito muitos testes, com carros antigos, mas tal como Hamilton, a performance só virá em competição.
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Agradeço
Era o menino do Ron Dennis e o coitado do espanhol estava numa equipa inglesa, claro que lhe fizeram a folha, é como jogar futebol num campo inclinado.
Sim, sim, contrataram-no para lhe fazerem a folha! O que se aprende em Coimbra!
Aprende-se que os bifes não são corretos e que tomam partido a favor dos bifes, vamos ver este ano o que vão cortar na casaca do Max, do Piastri e do Leclerc, isto falando da comunicação social quanto às equipas é a mesma coisa, entre um bife e outro só se aposta no outro se o bife estiver claramente atrás e com isso a equipa perder. O sete vezes era protegido do Ron, que lhe achava piada por ser diferente.
Sabe quantos testes, kms, ou com que carros de F1 andou o HAM desde 1/11/ 04 até à sua estreia em 2007? Dou uma ajuda: Só nos testes de pré-temporada de 2007, e já com o McL MP4-2 que disputou o campeonato neste mesmo ano, fez 1011 voltas. Ao longo da época, mais 7714 kms em mais testes.
O Nando foi prejudicado ( penso que sou insuspeito) pelo ron em relação ao HAM em 2007.
Só face a isto, como é possível comparar a estreia do Antonelli com a do HAM?
Os italianos andam há 70 anos à espera dum piloto que seja campeão. O último foi o Ascari.E tantos tem passado pela disciplina. Este jovem, do qual se diz muito bem, verdadeiramente nada fez até agora que demonstre ser um fora de série. Veremos.
O que nós vimos (F2), de facto, não foi nada de muito especial, mas nós não vimos as categorias anteriores, as quais dominou, além de que os dirigentes têm dados que nós não temos.
Exactamente. Sempre disse aqui que a F2 não é a melhor categoria para aferir o valor de um piloto. Gosto de ver que reflectiu sobre o assunto.
A minha opinião não mudou. A F2 é o último degrau na escada que leva à F1. Ir bem nas fórmulas de promoção é um bom cartão de visita, mas é preciso que a equipa ajude, o que não foi o caso. A Prema, tradicionalmente a melhor equipa, esteve muito abaixo das expectativas, pelo que os pilotos não puderam brilhar, eles não fazem milagres.
Andretti. Nasceu em solo italiano e é filho de pais italianos.
Talvez ver ou rever Silverstone, provavelmente ao nível do que o Max fez em Nuremberga na F3. Ah sim, há aquela que não apanhou com o spray. Mas porque é continuava a ser + rápido quando os adversários já não apanhavam o spray?
É americano de nacionalidade, apesar de ter nascido numa zona da Croacia, que era italiana antes da II guerra.
A redacção não devia pôr-se a escrever artigos sem antes consultar o que escrevem os videntes nas caixas de comentários. Chamar ao AKA «especial»? Depois do que fez no TL1 de Monza? Viu-se logo aí que é um péssimo piloto. E nunca vai melhorar. Está marcado. Para sempre.