Falta pouco para vermos os novos carros de F1 em pista e os rumores sobre o potencial dos novos carros e os planos das equipas vão se multiplicando. Os últimos relatos apontam que a Red Bull, ao contrário do que poderá ser feito com outras equipas (com várias versões do novo monolugar), vai levar um carro já muito perto da sua forma definitiva para os testes.
O RB22, que fará a sua estreia em pista no final do mês durante os testes privados de inverno em Barcelona, deverá ser uma versão aerodinâmica já bastante próxima da definitiva, segundo avança o racingnews365.nl. A prioridade será verificar o funcionamento dos sistemas eletrónicos da unidade motriz, bem como os automatismos da aerodinâmica ativa e da gestão da energia da bateria.
Nos testes seguintes, no Bahrein, a introdução de novas peças será limitada. No entanto, esta estratégia não reflete um menor investimento no desenvolvimento. Pelo contrário, o conceito aerodinâmico inicial do RB22 servirá como referência para futuras atualizações, que deverão ser implementadas de forma acelerada na primeira metade da época, seguindo um plano definido há vários meses.

Foco na aerodinâmica, para colmatar fragilidades do motor
Se a revolução na liderança da Red Bull é clara, na área técnica é também evidente. A equipa prepara a entrada em serviço do novo túnel de vento, que ainda não está concluído (entrega prevista em 2027) e tem reforçado os seus quadros com engenheiros de performance. A ideia é simples e já foi feita com sucesso no passado na Red Bull… se a unidade motriz não for forte o suficiente, a aerodinâmica deverá compensar esse facto.
É, no fundo, repetir a receita do início da era híbrida quando a parceira Red Bull/ Renault vivia os seus últimos dias. A equipa fez tudo para compensar a falta de potência e conseguiu pontualmente bater a Mercedes.
A gestão da energia elétrica e da aerodinâmica ativa representam um desafio significativo para todos os construtores, e a equipa procura obter vantagem competitiva nesta fase de adaptação. Assim, ao contrário da ideia de que a Fórmula 1 de 2026 será dominada apenas pelo desempenho dos motores, a Red Bull aposta que a eficiência aerodinâmica e a inovação técnica poderão ser igualmente determinantes, mantendo a tradição de soluções próprias e originais em Milton Keynes.
Foto capa: Redes sociais Red Bull










