Lewis Hamilton tornou-se num dos melhores a gerir corridas e pneus, mas essa capacidade não surgiu facilmente e teve de ser trabalhada. Mark Temple, antigo engenheiro de Hamilton na McLaren recordou essa fase.
Hamilton demorou a adaptar-se a filosofia de pneus da Pirelli. O estilo de condução e a postura do britânico nas corridas não saía beneficiada com as novas borrachas na altura e demorou até conseguir “apanhar o jeito”. Mas no GP de Espanha de 2012, tudo mudou:
“Em 2011, a Pirelli apareceu e mudou a forma como os pilotos tinham de guiar ”, explicou Temple no podcast F1 Nation. “A ideia de que era preciso andar mais devagar para ser rápido era estranha para o Lewis. Foi um ano difícil para ele. pois além disso, havia muita coisa a acontecer na vida fora das pistas.”
“Principalmente porque o seu companheiro de equipa era o Jenson Button, que era o mestre em gerir o ritmo e os pneus. Isso perturbou-o um pouco, mas então … o ponto em que tudo mudou foi em Barcelona.”
“Em 2011 ele não conseguia guiar devagar para cuidar dos pneus, mas em 2012, em Barcelona, depois daquela fantástica pole position, fomos mandados para o final do grid por causa de um erro no reabastecimento na qualificação. A única maneira de ultrapassar em Barcelona é superar todos os outros usando a gestão de pneus e isso foi como uma espécie de momento Eureka … ele focou-se nisso, mudou e daquela corrida em diante entendeu a importância dessa gestão. ”
Tendo largado de 24º, Hamilton terminou em oitavo, uma posição à frente de seu companheiro de equipa, que foi 10º.
“De certa forma, isso caracteriza o Lewis – ele chega ao seu melhor quando enfrenta um contratempo”, acrescentou Temple, que agora é engenheiro de desempenho da McLaren. “Se ele tem uma sexta-feira má, o companheiro de equipa deve ficar preocupado com o sábado. Se ele tiver um sábado mau , o companheiro de equipa deve ficar preocupado com o domingo. Há um pouco de stresse, frustração, desabafos no rádio… Mas tirando isso do sistema, ele sobe o nível e fica imparável.”











